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Atualidade / Arquivo

Valência declara três dias de luto

Até ao momento, não há registo de portugueses entre os mortos. Autoridades locais já recuperaram a «caixa negra» do comboio e deram início às investigações.

O ÚLTIMO balanço do acidente de ontem no metro de Valência aponta para 41 mortos e 47 feridos. De acordo com as autoridades locais, não há registo de vítimas mortais portuguesas, embora não seja ainda oficial.

Os 47 feridos, dois em estado crítico, foram atendidos nos cinco hospitais locais, onde receberam apoio psicológico imediato. O único português envolvido no sinistro encontra-se em estado de choque, embora não apresente danos físicos.

Bombeiros e autoridades locais trabalharam pela noite dentro para assegurar que não há mais corpos entre os escombros. A caixa negra já foi recuperada e, depois da sua análise, os investigadores deverão determinar as causas do acidente. Para já, o excesso de velocidade é a principal suspeita.

«Foi um acidente muito atípico, apesar de todas as medidas de segurança», explicou o conselheiro para as Infra-estruturas e Transportes do Governo da Comunidade Valenciana, José Ramón García Antón, salientando que a última inspecção às carruagens foi feita a 27 de Junho. A hipótese de um atentado continua de lado.

O governo valenciano já decretou três dias de luto e criou um gabinete de apoio. Por volta das 12 horas locais foi prestada homenagem às vítimas com 5 minutos de silêncio em todo o país.

Entretanto, o Presidente espanhol, Jose Luis Zapatero decidiu encurtar a viagem à Índia para estar presente no funeral das vítimas, marcado para as 19 horas de hoje (18 horas em Portugal), na Catedral de Valência.