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Atualidade / Arquivo

Urgências mais apertadas

“Nada aponta para que o número de pontos de rede diminua, pelo contrário”, garante a secretária de Estado da Saúde, Cármen Pignatelli.

A comissão de peritos que elaborou um parecer sobre a requalificação das urgências propõe que o tempo máximo para chegar ao serviço de urgência médico-cirúrgico ou polivalente mais próximo seja de 45 minutos, por transporte terrestre. Esse tempo é actualmente de uma hora.

Segundo fonte do Ministério da Saúde, em relação às urgências básicas – unidades que serão criadas com a reestruturação que a tutela pretende efectuar até Abril – a duração do trajecto não deve exceder 30 minutos.

A secretária de Estado da Saúde, Cármen Pignatelli, revelou, quarta-feira, que o número de urgências vai aumentar em “uma dezena”, mas sem adiantar se isso implicará o encerramento de serviços, afirmando não ter ainda o relatório final da comissão de peritos sobre o assunto. Carmen Pignatelli, que acompanhou o ministro da Saúde, Correia de Campos, à Comissão Parlamentar do sector, disse, em resposta aos deputados, que os serviços de urgência hospitalar activos são 73 e que “nada aponta para que o número de pontos de rede diminua, pelo contrário”.

O relatório final, que chegou hoje ao Ministério, deverá ser publicado na próxima semana no Portal da Saúde, na Internet, para ser submetido a debate público, segundo afirmou Correia de Campos na Comissão Parlamentar.

Além do tempo de trajecto ao serviço de urgência, a comissão teve em conta outros critérios para definir os futuros pontos de rede, entre os quais a mobilidade sazonal da população, a actividade cirúrgica no serviço de urgência, os pontos de rede por capitação ou o tempo de resposta do socorro ao local do acidente ou vítima de doença.