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Única alternativa do PS é apoiar Alegre

Paulo Pedroso em conversa com Manuel Alegre, quando ambos ainda eram deputados do PS

Tiago Miranda

Paulo Pedroso, antigo ministro socialista, insiste que ao PS não resta outra alternativa senão apoiar a candidatura presidencial de Manuel Alegre.

O socialista Paulo Pedroso considera evidente que a única alternativa do PS é apoiar a candidatura presidencial de Manuel Alegre, o candidato "mais forte e mais adequado" para derrotar Cavaco Silva. 

"Manuel Alegre é o candidato natural do PS. Pelo seu percurso e pelo modo como se coloca nestas eleições presidenciais, apresentando um projeto alternativo ao de Cavaco Silva", afirma Paulo Pedroso em entrevista à Lusa. 

Para o ex-ministro, Manuel Alegre surge na corrida "em representação de uma visão progressista, de respeito pela separação de poderes, de moderação institucional, de provedoria dos cidadãos, e de defesa da Constituição".

Críticas à actuação de Cavaco Silva

Do outro lado, considera, os portugueses têm a visão do atual Presidente, que "embrulhou naquilo a que chamou cooperação estratégica a tentativa de intervir sistematicamente no poder executivo, e que levou até ao extremo dos seus poderes a sua posição conservadora no campo dos valores". 

Paulo Pedroso argumenta que "quem tem essa tentação de governar por cima do Governo ou de governar ao lado do Governo não dispõe das melhores condições para exercer a função moderadora do Presidente da República".

"Há ainda um terceiro fator que diferencia os dois: um teve uma visão que acabou por ser neutra ou omissa sobre o caminho da Constituição, outro uma visão de defesa" do documento, acrescenta. 

O papel de Fernando Nobre

Quanto ao futuro da candidatura de Fernando Nobre, o socialista pensa que "tem menos que ver com a primeira volta das eleições do que com a segunda": "Fernando Nobre é adversário de Manuel Alegre na primeira volta ou, essencialmente, aliado de Cavaco Silva na segunda?", questiona. 

"Acho que uma das questões essenciais é perceber se Fernando Nobre se coloca como candidato presidencial no campo da visão progressista da sociedade portuguesa, ou se se coloca como uma alternativa no campo da visão dos conservadores. E pelo seu percurso ele pode ser uma coisa e outra", acrescenta. 

E Paulo Pedroso usa uma metáfora para ilustrar: "Temos o Fernando Nobre a aparecer a tratar as opções ideológicas como se fossem frutas numa estante de supermercado, em que tiramos uma peça daqui, outra peça de acolá. Nesta candidatura presidencial, que Fernando Nobre vamos ver?". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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