Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Uma nomeação por recomendação de Marques Mendes

Nogueira Pinto conta como escolheu a administração da Gebalis: um dos nomes terá sido sugerido pelo líder do PSD.

Nomeou Francisco Ribeiro para presidente da Gebalis. Continua a ter confiança na sua idoneidade e competência?
Como o vereador Sérgio Lipari tem 32 assessores do PSD, é interessante explicar o seguinte: eu não levei ninguém do meu partido para a CML. Pareceu-me que era importante ter à frente da Gebalis alguém que conhecesse a CML e que tivesse trabalhado na área social. Francisco Ribeiro, que é militante do PSD, era o director da acção social. O conhecimento que tinha dele veio da ligação que existiu entre a [Santa Casa da] Misericórdia [de Lisboa] e a CML nos três anos em que eu fui provedora [da Santa Casa]. Pareceu-me uma pessoa com grande qualidade profissional, humana e moral, muito conhecedor da câmara e daqueles problemas todos da habitação social e acção social. Depois, nomeei o segundo elemento do conselho de administração [Clara Costa], que me foi recomendado por Marques Mendes. E eu não tenho nenhuma relutância em aceitar recomendações de Marques Mendes, porque entrevistei a senhora e ela pareceu-me competente.

A recomendação foi directa de Marques Mendes? Ele telefonou-lhe a sugerir esse nome?
Foi-me passada pelo presidente da câmara. Ele disse-me que o presidente do partido tinha muito empenho em que aquela senhora fosse administradora da Gebalis. Entrevistei-a, contratei-a e não tenho nenhuma razão de queixa. Julgo que fez um bom trabalho. Por fim, mantive o elemento do PS [Mário Peças], que também me parece um homem de bom-senso e que conhecia bem a empresa.

Isso quer dizer que formou um conselho de administração a pensar em equilíbrios partidários?
Não, nem pouco mais ou menos.

Mas parece que considera importante um equilíbrio entre partidos…
Nada disso. Mário Peças já estava lá e é muito importante guardar alguém que tenha a memória histórica da empresa. A senhora recomendada por Marques Mendes era jurista e tinha experiência na área de recursos humanos, que eu achava fundamental. E Francisco Ribeiro já tinha sido director municipal na acção social. Se eu tivesse critérios partidários eram todos do CDS, porque na lógica do PSD de Lisboa, essa seria a minha quota.