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Um português na História

Paulo T. Jorge foi condenado à morte em Puerto Cabello, a 300 quilómetros de Caracas.

Puerto Cabello, uma cidade portuária no Mar do Caribe, cerca de 300 quilómetros a oeste de Caracas, tem fama de lugar tranquilo. Foi essa fama, aliás, que lhe deu o nome – diz a lenda que o povoamento inicial se chamou assim porque as águas eram tão calmas que se podia atracar um barco amarrando-o só com um fio de cabelo. Nas estatísticas nacionais de criminalidade, a cidade de 150 mil habitantes que alberga hoje um dos principais portos mercantis da Venezuela confirma que, pelos padrões venezuelanos, este é um lugar calmo.

Mas nem sempre foi assim: na luta pela independência, a vila foi palco de uma das principais batalhas entre Bolívar e os realistas (leais a Espanha); e foi ao largo deste porto, no navio Leander, que Francisco Miranda, o primeiro líder independentista, ergueu a bandeira tricolor que hoje representa a República. A ousadia valeu a condenação à morte de todos os envolvidos, entre eles um português, Paulo T. Jorge, que já tem uma placa numa rua da cidade – e está a correr uma recolha de fundos para lhe fazer uma estátua.