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Um novo rosto para o EXPRESSO

Mais bonito. Mais fácil de ler. Mais cómodo. Mais pequeno. Mais barato. O EXPRESSO tem um novo rosto a partir de hoje.

«O EXPRESSO passou a ser um jornal mais bonito e mais fácil de ler». É desta forma que o director do semanário, Henrique Monteiro, caracteriza a mudança do grafismo do seu jornal que, a partir de amanhã, dia 9 de Setembro, aparece nas bancas com o formato «berliner».

Mais cómodo, mais pequeno do que o anterior, mas ainda assim maior do que os restantes jornais portugueses. Uma singularidade na imprensa nacional por ser o primeiro jornal a adoptar este conceito gráfico. Um modelo com um grafismo a cores – «full collor» – semelhante ao de vários jornais de referência internacionais, tais como os ingleses «The Guardian» e «The Times», os franceses «Le Figaro» e «Le Monde», ou o alemão «Die Zeit».

Henrique Monteiro explica esta mudança como uma natural consequência perante a (r)evolução ocorrida na última década nos meios de comunicação social de todo mundo. «Achámos que o jornal não deveria ser tão ‘chato’. A linha editorial continua a pautar-se pela excelência, credibilidade, importância, interesse e utilidade, mas o resultado passa a ser apresentado de uma forma mais agradável. Compactámos a informação e as notícias surgem de uma maneira mais apelativa. Quase que exigem serem lidas».

Por trás deste novo conceito gráfico surge o incontornável nome do espanhol Javier Errea, actual presidente da Society of New Design espanhola e consultor da empresa multinacional Innovation. Foi ele o responsável pelo novo rosto do Expresso. Diz que se inspirou em primeiro lugar no próprio jornal, «na sua história, importância e prestígio». Depois foi apenas uma questão de usar o seu olhar e experiência de campo para limar as arestas que, a seu ver, tornavam as páginas do semanário «menos elegantes e limpas».

Para esmiuçar os bastidores desta transformação, Javier entra em detalhes mais técnicos que o próprio considera que não serão perceptíveis para o leitor comum. «Tratou-se de um monumental trabalho de arquitectura interior». Nas páginas do jornal passa a haver um aumento do tamanho de letra e das entrelinhas, melhor sistema de navegação, hierarquização das notícias e maior protagonismo das ilustrações e imagens. «O importante é que o sintam como um melhor produto. Antes existia um certo caos a nível gráfico. Todas as semanas, a equipa partia do zero para construir um novo número. Agora passa a existir mais ordem e as bases estão mais marcadas».

A letra EXPRESSO

Outra grande alteração no aspecto do semanário é a sua nova tipografia. Mário Feliciano foi o designer gráfico escolhido para produzir um novo estilo e corpo de letra para o jornal. Uma tipografia que acabou baptizada com o mesmo nome do produto que a inspirou: EXPRESSO.

«As mudanças vão ao encontro do conforto do leitor», reforça Marco Grieco, o novo director de arte do EXPRESSO que, com humor, nos transporta para um eventual cenário de praia com muito vento onde as páginas do antigo formato «broad-sheet» eram extremamente difíceis de manusear.

Para além da nova imagem, o director Henrique Monteiro deixa bem claro que a «tabloidização e o sensacionalismo» continuarão a constituir orientações opostas à linha editorial do semanário, prometendo que, mais do que responder à agenda, o EXPRESSO criará uma agenda todos os sábados através de sete novas grandes manchetes. «Por trás das notícias existirá sempre inteligência» é o aviso que deixa.

EXPRESSO «berliner» em números

Preço: €2,80

Tiragem: 160 mil exemplares

Cadernos/Suplementos: 6

1.º Caderno: 32 páginas

Cronistas: 39 (18 cronistas no 1.º e 2.º cadernos, 11 na Única, 4 no Actual e 6 no sítio do EXPRESSO na Internet)

Edições no formato «broad-sheet»: 1766