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Um grande trambolhão

Sócrates soma e segue enquanto que o Executivo caiu dez pontos e entrou em terreno negativo.

O Governo de José Sócrates não resistiu nem à contestação social nem às polémicas e «gaffes» ministeriais dos últimos 30 dias. Mas no imaginário dos inquiridos no painel Expresso / SIC / Rádio Renascença / Eurosondagem José Sócrates é uma coisa e o Governo outra, pois enquanto o primeiro-ministro viu novamente a sua popularidade reforçada, o Executivo registou uma espectacular queda de 10 pontos e entrou em terreno negativo. Ao mesmo território regressou a Assembleia da República, depois uma desvalorização de 6 pontos na sua taxa de popularidade.

Sem surpresa o grande vencedor da «batalha de Outubro» foi o Presidente da República que subiu mais dois pontos na estima popular, atingindo agora uns impressionantes 58 pontos de saldo positivo (69 a favor, 11 contra), para o qual contribui mais o eleitorado masculino do que o feminino. Cavaco Silva é sem dúvida mais popular entre os homens, onde o seu índice de aprovação atinge os 74%, contra apenas 10% de refractários. Entre as mulheres os valores são um pouco mais ‘humanos’: 66% a favor contra 12.

 

Ribeiro e Castro é o líder partidário cuja popularidade mais aumentou nos últimos 30 dias. A «performance» do presidente do CDS/PP traduziu-se numa subida de quatro pontos. Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa ganharam três pontos, e de Marques Mendes dois. Apesar de ter passado um mês difícil, Sócrates reforçou a sua posição.

 

FICHA TÉCNICA

A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença foi efectuada de 2 a 7 de Novembro. Teve por objecto quatro perguntas sobre a introdução de portagens nas Scut, duas sobre a violação de promessas eleitorais e outras três sobre uma eventual remodelação governamental. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (19,8%), Área Metropolitana do Porto (14,5%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (29,5%), Área Metropolitana de Lisboa (26,4%), Alentejo e Algarve (9,8%). Foram efectuadas 1331 tentativas de entrevista telefónica, sendo que em 24,5% houve recusa de resposta. Foram validadas 1018 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 51,9% e masculino 48,1%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos, 15,5%; dos 26 aos 35, 18,7%; dos 36 aos 45, 19%; dos 46 aos 59, 21,7%; e mais de 60, 25,1%. O erro máximo da amostra é de 3,07% para um grau de probabilidade de 95%.