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Três «tiros» de Schweinsteiger afundaram a esquadra lusa

Scolari considera que o 4º lugar é uma posição de destaque num Mundial de futebol e diz-se realizado com o grupo de jogadores que dirige. A Selecção chega hoje à Portela às 16h.

Portugal saiu do Mundial-2006 de futebol vergado sob o peso de uma derrota concludente (1-3) diante da Alemanha, que assim assegurou o último lugar do pódio. Não obstante ter produzido, talvez, a menos conseguida das exibições da fase decisiva deste torneio, Portugal logrou, mesmo assim, «derrotar» o seu adversário no jogo das estatísticas: 13-12 em remates, 7-2 em cantos, 57%-41% em posse de bola. Mas a verdade é que os germânicos «foram muito mais eficazes», conforme salientou Luiz Felipe Scolari e contaram, sobretudo, com um super-Schweisnteiger, que afundou a esquadra lusa com três «tiros» – num dos quais contou com a colaboração de Petit, que desviou para a baliza um remate que ia para fora.

«Perde-se mais do que se ganha neste jogo», começou por avaliar o seleccionador nacional na zona das entrevistas rápidas, sustentando que «toda uma campanha é quase sempre avaliada pelo último jogo e resultado e quase apaga tudo o que de bom ficou feito para trás». Mesmo assim, acrescentou, «a derrota valeu um 4.º lugar final, resultado sempre apetecível num Mundial».

Para o brasileiro «a eficácia foi a palavra-chave da Alemanha», adiantando que faltou a Portugal maior precisão porquanto «as muitas chances conquistadas não foram traduzidas em golo». O treinador frisou que Portugal cedeu perante três remates poderosos de fora da área, «uma escola muito praticada na Europa mas que não tem grande aplicação no futebol português».

Apesar disso, Scolari era um homem feliz: «Sinto-me realizado com este grupo. Foi de uma dedicação e empenho extraordinários e estiveram fantásticos desde o primeiro dia. Terminar entre os quatro primeiros do Mundial é também um título para nós», salientou.

Schweinsteiger – obviamente eleito o «Homem do Jogo» – inaugurou o marcador aos 56 minutos, com um remate poderoso que traiu Ricardo, já que a bola, segundo Scolari, «fez duas curvas antes de entrar na baliza». Cinco minutos volvidos o desvio de Petit acentuou a desvantagem e o estádio de Estugarda quase veio abaixo aos 78 minutos, com o mais bonito dos três «tiros» do jogador do Bayern de Munique. A dois minutos do termo da partida, Nuno Gomes, de cabeça, concluiu um centro «teleguiado» de Luís Figo e estabeleceu o resultado final.

A selecção regressa a Lisboa no domingo, estando a chegada ao aeroporto da Portela prevista para as 13 horas, sensivelmente. De imediato a comitiva seguirá para o Estádio Nacional, onde será organizada uma comemoração pela excelente campanha da equipa portuguesa neste Mundial.

Quanto ao último e decisivo jogo, realiza-se domingo, em Berlim (20h, SIC) e vai determinar a conquista do quarto título da Itália ou do segundo da França.