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Treinadores lusos com Scolari

Scolari fica. Noticiava o EXPRESSO este sábado. Até ao Europeu 2008 irá manter-se aos comandos da selecção. Os adeptos aplaudem. O que pensam os treinadores?

TUDO indica que Luiz Felipe Scolari continuará a treinar a selecção nacional, segundo confirmou ao EXPRESSO uma fonte próxima do processo. Mesmo sem confirmar esta probabilidade, Scolari já demonstrou que quer ficar e os pormenores que faltam acertar dependem apenas do regresso a Portugal do presidente da Federação de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, ainda em terras germânicas.

Mas, nem só os adeptos apoiam o técnico brasileiro. Contactados pelo EXPRESSO, os treinadores portugueses Manuel José, Nelo Vingada e José Couceiro foram unânimes em afirmar que Scolari tem todas as condições para continuar ao leme da equipa das quinas.

«Acho que fazia falta a Portugal que ele continuasse, porque tem uma óptima relação com este grupo de jogadores, com os quais conseguiu excelentes resultados», garantiu Manuel José, actualmente a treinar os egípcios do Al Ahly. «Scolari conseguiu resultados muito bons desde que está à frente da selecção nacional e, portanto, as pessoas poderão ser mais pacientes com ele - se os resultados não forem bons - do que com qualquer outro treinador», acrescentou.

Também Nelo Vingada, seleccionador nacional do Egipto, considera que «Felipão» é a «pessoa mais bem colocada para sentir aquilo de que a equipa necessita», pela confiança que foi conquistando e pelo tempo que esteve à frente dos destinos da selecção. O técnico português salienta a importância de Scolari «estar num país onde é bem tratado», o que, garante, é uma «motivação» acrescida.

O técnico José Couceiro vê com bons olhos a permanência de Scolari em Portugal, mas considera que esta é uma falsa questão. Para o ex-treinador do Belenenses, é preciso ir mais longe, «melhorar a qualidade do campeonato português» e formar uma «comissão técnica».

«A questão fundamental é saber qual a estratégia para o futebol nacional. A solução passa por aumentar o campo de manobra do seleccionador, seja ele quem for, e por implementar uma estrutura técnica mais interventiva», concluiu.