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Atualidade / Arquivo

Terramotos atingem Sumatra

Numa zona conhecida como o “anel de fogo do Pacífico” as catástrofes naturais são comuns. Desta vez dois fortes sismos fizeram pelo menos 64 mortos.

A ilha de Sumatra foi assolada hoje por dois fortíssimos terramotos, que para além das 64 vítimas mortais já confirmadas, reduziram a escombros dezenas de edifícios e danificaram muitos outros.

Com o epicentro localizado em terra e não no mar, o que afastou desde logo a hipótese um tsunami, o primeiro sismo de uma magnitude de 6.3 na escala de Richter, foi sentido às 11 horas locais (4 da madrugada em Lisboa). Seguiram-se várias réplicas que culminaram, duas horas depois, num segundo abalo de 6.0. Os dois tremores de terra foram sentidos em Singapura e na Malásia, a centenas de quilómetros de distância.

Vítimas soterradas

Um dos locais mais afectado pela catástrofe foi a cidade de Solok, na costa ocidental da ilha de Sumatra, situada no epicentro do sismo.

Embora Jacarta tenha confirmado que o número de vítimas mortais se mantém em 64, Hasrul Piliang, porta-voz do governo local, acredita que esse número “irá provavelmente subir”, pois ainda se está a proceder a buscas nas zonas mais remotas, onde foi confirmado haver pessoas soterradas.

“A nossa prioridade é auxiliar os feridos e as suas famílias”, assegurou Syamsurahim, presidente da câmara de Solok, que confirmou já terem sido montadas seis tendas de campanha para socorrer os feridos. Em declarações à agência Reuters, mostra-se apreensivo perante um cenário ainda desconhecido: “Não posso prever quantas pessoas estarão presas nos escombros, porque as buscas ainda não terminaram. Contudo, foram destruídas bastantes casas e creio que muitas das pessoas continuam no seu interior”.

Drama crescente

Numa situação que vai ganhando contornos de tragédia humana, as autoridades de Solok já pediram a ajuda possível. “As nossas instalações são insuficientes”, lamentou o presidente da câmara.

Com as linhas telefónicas cortadas a comunicação entre os vários locais afectados está comprometida, “o epicentro é em Batusangkar, mas sem os podermos contactar não sabemos quais os verdadeiros estragos”, lamentou uma fonte policial em Solok.

A região de Padang também enfrenta graves limitações, com os poucos médicos disponíveis a não conseguirem fazer frente ao número cada vez maior de vítimas, e obrigados a trabalhar no exterior do hospital ou em tendas de campanha.

O maior arquipélago do mundo, com mais de 17 mil ilhas, localizado no vulnerável “anel de fogo do Pacífico”, tem sido ao longo dos anos assolado por tsunamis, terramotos ou erupções vulcânicas. O pior momento registou-se com o tsunami de 2004 que causou 130 mil mortos.