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Teixeira dos Santos espera que os juros voltem a descer

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou hoje em Bruxelas que eventuais novas descidas das taxas de juro, que o Banco Central Europeu (BCE) já "deu a entender", constituirão "algum alívio" para as famílias portuguesas.

"Com certeza que as descidas das taxas de juro, juntamente com a descida do preço do petróleo e com a descida e das taxas de inflação, são, num momento de grandes dificuldades que todos estamos a sentir, notícias que não deixarão de ser positivas para todos os portugueses", disse hoje em Bruxelas o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.

Apontando que, por ocasião do anúncio da última descida das taxas de juro, o BCE "deu a entender que mais descidas seriam de esperar", o ministro disse acreditar que "até tem vindo a ser um pouco essa expectativa que foi criada na altura que tem alimentado a evolução das taxas de juro no mercado".

Teixeira dos Santos afirmou que os portugueses "têm vindo a sentir as consequências negativas do agravamento dos encargos, designadamente com a habitação, que resultaram da subida das taxas de juro nos meses passado", pelo que novas descidas não deixarão de constituir "algum alívio".

"As descidas que serão de esperar, se de facto o Banco Central Europeu prosseguir com a mesma orientação que recentemente tem vindo a imprimir à sua política monetária, com certeza que serão boas notícias e abre cenários de algum alívio ao esforço financeiro que as famílias portuguesas têm vindo a fazer e as empresas também", declarou.

Teixeira dos Santos falava no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, em vésperas de uma reunião do Conselho de Governadores do BCE, que poderá decidir novo corte nas taxas de juro.

Na semana passada, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, anunciou que poderia ser decidida nova redução das taxas de juro, na semana agora em curso, "se se tiverem aliviado as pressões sobre o aumento dos preços".

A principal taxa directora está agora fixada em 3,25 por cento, após cortes de 0,5 pontos percentuais tanto em Outubro como em Novembro.