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Técnicos vistoriam zona dos deslizamentos nos Anjos

Trabalhos de solidificação da zona dos deslizamentos de ontem nos Anjos apresentam "uma situação de risco mesmo para quem trabalha". Um dos prédios "está descalço" e será "muito difícil" o acesso das máquinas à zona afetada. 

Equipas técnicas iniciam hoje um conjunto de vistorias ao quarteirão dos Anjos, em Lisboa, onde ocorreram dois deslizamentos de terras que deixaram ontem quatro famílias desalojadas, revela a vereadora da Habitação, Helena Roseta. 

"A questão que me preocupa neste momento é a intervenção que tem de ser feita no terreno. Foi ontem decretado o estado de necessidade e, hoje mesmo, irão ser feitas vistorias técnicas a todo o quarteirão, para identificar os trabalhos que serão necessários fazer", explica a responsável. 

Por seu lado, o vereador da Protecção Civil, Manuel Brito, declara que os trabalhos de solidificação da zona apresentam "uma situação de risco, mesmo para quem trabalha". "Será uma obra de engenharia muito complicada", frisa, acrescentando que um dos prédios "está descalço", ou seja, sem uma estrutura sólida de apoio na base, e será "muito difícil" o acesso das máquinas à zona afetada pelos dois deslizamentos. 

Queixas anteriores

A intervenção inicial estará a cargo da autarquia, que intervém ao abrigo do estado de necessidade "para os processos administrativos e legais andarem mais depressa", adianta Manuel Brito, e igualmente por uma questão de segurança, para "evitar outros mais acidentes".   

Helena Roseta reconhece que a Câmara de Lisboa tinha já recebido queixas de vários moradores daquela zona relativamente à ocupação de alguns prédios devolutos por parte de "marginais e toxicodependentes", embora "não existisse conhecimento de qualquer risco de derrocada". 

"As autoridades demoraram mais tempo nas buscas, com recurso a cães da PSP, devido ao fato de alguns moradores terem informado que existiam toxicodependentes no interior dos prédios, situação que não veio a verificar-se", acrescenta o vereador da Protecção Civil. 

Atribuição de casa em equação

Questionada sobre a eventual atribuição de uma casa camarária à família que ficou desalojada, dado que as restantes três apenas foram aconselhadas a permanecer fora do edificado por uma questão de segurança, Helena Roseta sublinha ser necessário "estudar o caso" e o regulamento camarário. 

"O regulamento atual determina a atribuição de casas por concurso, embora com exceções nos casos de emergência", considera Helena Roseta, frisando ser necessário "analisar a situação". 

Os dois deslizamentos ocorridos na quarta feira na Rua Damasceno Monteiro, no bairro dos Anjos, em Lisboa, provocou a destruição de uma habitação, cujos habitantes ficaram desalojados, e estragos noutras casas. 

A Protecção Civil está a acompanhar a situação e a dar apoio aos moradores.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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