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Tailândia: EUA preparam retirada e desaconselham viagens

A embaixada dos Estados Unidos em Banguecoque está a oferecer-se para retirar as famílias do seu staff do cenário de guerra na capital tailandesa com a revolta dos "camisas vermelhas". (Vídeos SIC no fim do texto)

A embaixada dos Estados Unidos em Banguecoque está a oferecer-se para retirar as famílias do seu staff na volátil capital tailandesa e aconselha os americanos a não viajarem para o local.

A porta-voz da embaixada, Cinthia Brown, disse que o Departamento de Estado "autorizou as partidas voluntárias" dos familiares dos seus funcionários em Banguecoque e vai "disponibilizar ajuda financeira" para as viagens.

Brown afirmou que os EUA também emitiram um aviso a desaconselhar as viagens a Banguecoque de todos os cidadãos.

Até hoje, os EUA tinham colocado Banguecoque sob "um alerta de viagem" que aconselhava os cidadãos a adiarem as viagens não essenciais.

Exército sinaliza "zona de fogo vivo"

Entretanto, o exército tailandês designou uma área central de Banguecoque como "zona de fogo vivo", num aviso aos manifestantes e residentes locais. Soldados distribuíram hoje pelas ruas de acesso à área de Ratchaprarop notas em tailandês e inglês com a inscrição "Zona de Fogo Vivo" e "Área Restrita. Não Entrar". Os sinais indicam que os soldados poderão matar os contestatários que ainda ali permaneçam. Ratchaprarop é a maior área comercial com vários edifícios, hotéis e lojas. Foi o cenário de algumas das piores lutas de ontem à noite entre tropas a camisas vermelhas de oposição ao Governo. Explosões e brigas de rua mataram 16 pessoas e feriram cerca de 160, desde quinta feira, no centro de Banguecoque.

Quarto jornalista ferido

Um fotógrafo de um diário tailandês foi atingido a tiro nas pernas quando fazia a cobertura dos confrontos entre manifestantes e forças da ordem na capital tailandesa, disse fonte do jornal onde trabalha.

Chaiwat Pumpuang, fotógrafo do The Nation, é o quarto jornalista ferido em Banguecoque em dois dias depois de dois outros repórteres tailandeses e um operador de imagem canadiano.

No mês passado foi morto um repórter de imagem da agência Thomson Reuters.