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Tailândia: Cruz Vermelha retira mulheres, crianças e idosos

As autoridades tailandesas decretaram o recolher obrigatório em alguns bairros da capital Banguecoque, onde a violência sangrenta se tem intensificado nos últimos três dias e já deixou pelo menos 25 mortos.

As autoridades tailandesas vão enviar a Cruz Vermelha e outras organizações para a zona de protesto de Banguecoque, onde pelo menos 25 pessoas morreram nas últimas 48 horas, para retirar mulheres, crianças e idosos.  

O anúncio foi feito hoje na televisão nacional pelo porta-voz do exército, Sansern Kaewkamnerd.  

O responsável também anunciou que as autoridades divulgarão durante a tarde quando será iniciado o toque de recolher obrigatório em algumas partes de Banguecoque, onde a violência se tem intensificado nos últimos três dias.

Governo dá prazo a manifestantes

Entretanto, o governo da Tailândia deu um prazo aos manifestantes - até às 15:00 locais (08:00 GMT) para abandonar voluntariamente a zona que ocupam no centro da capital. 

Os protestos antigovernamentais nas ruas da capital tailandesa começaram em meados de março contra o primeiro ministro Abhisit Vejjajiva, acusado de servir as elites de Banguecoque, provocando a crise mais violenta no país desde 1992, e já causaram oficialmente 54 mortos e mais de 1600 feridos.

As manifestações levaram, a 13 de maio, Vejjajiva a anular as eleições antecipadas, previstas para 14 de novembro.  

"Camisas vermelhas" exigem demissão

Nesse dia, a violência regressou à capital tailandesa após um manifestante ter sido morto e um general - que passou para o lado dos manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas" - ter ficado gravemente ferido, ao ser atingido a tiro na cabeça. 

Os "camisas vermelhas" exigem que o número dois do governo, Suthep Thaugsuban, seja acusado por ter sido responsável pela violência de 10 de abril, quando o exército tentou desalojar os manifestantes, ação que provocou 25 mortos e mais de 800 feridos. 

Os manifestantes são apoiantes do ex-primeiro ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006, e exigem há várias semanas nas ruas de Banguecoque a demissão do governo e as eleições antecipadas. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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