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TAAG assume "eventuais consequências" de avaria técnica

Companhia aérea angolana TAAG irá assumir as "eventuais consequências" da avaria técnica do Boeing 777 que hoje aterrou de emergência em Lisboa, depois de ter largar peças sobre Almada.

A TAAG - Linhas Aéreas de Angola vai assumir as "eventuais consequências" de uma avaria técnica que obrigou, hoje de manhã, um avião a aterrar de emergência em Lisboa, disse o delegado da operadora angolana em Portugal.

Em comunicado, o delegado da TAAG em Portugal, Virgílio Costa, afirma que a empresa "está a recolher informações sobre eventuais consequências resultantes deste incidente assumindo, desde já, que assumirá a proteção de tais consequências".

TAAG não confirma que peças sejam do seu avião

Um Boeing 777 com 125 passageiros a bordo aterrou hoje de emergência no Aeroporto de Lisboa, pouco depois de ter descolado, devido a uma avaria técnica. Durante a manhã de hoje, várias pequenas peças de um avião caíram em quatro pontos de Almada, provocando danos materiais.

Sem confirmar que as peças eram provenientes do Boeing 777, fonte da TAAG disse que "decorrendo dos inquéritos que estão a ser feitos e provando-se que as peças resultam do mesmo avião, obviamente que a TAAG assume as responsabilidades".

Virgílio Costa disse que o equipamento tem três anos de idade e que aterrou de emergência, "com toda a normalidade", 40 minutos após ter descolado de Lisboa (10h51), depois de o "comandante do avião ter sentido uma vibração no reator direito".

Os 125 passageiros que seguiam a bordo aguardam agora em hotéis de Lisboa um novo voo para Luanda que, segundo a mesma fonte, deixará o aeroporto da Portela na terça-feira, pelas 10h.

Angola na lista negra dos voos europeus

A Comissão Europeia autorizou em março último a companhia aérea angolana TAAG a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia "sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas".

O único destino europeu autorizado até essa altura à TAAG era Lisboa, "apenas com certos aparelhos e segundo condições muito estritas".

Todas as transportadoras angolanas continuam na lista negra europeia de companhias proibidas de voar nos céus dos 27, mas as restrições impostas à TAAG foram "parcialmente levantadas sob determinadas condições".

Em 4 de julho de 2007, Bruxelas tinha anunciado a inclusão da TAAG na lista negra das empresas interditas de operar na Europa, por motivos de falta de segurança, depois de o Comité de Segurança Aéreo europeu ter aprovado por unanimidade uma decisão nesse sentido.

A "lista negra" da União Europeia inclui cerca de uma centena de companhias aéreas proibidas de voar no espaço europeu por não aplicarem as normas de segurança e constituírem um perigo para os passageiros.