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Superpetroleiro 'New Vision' chega amanhã

Está prevista para amanhã a chegada do superpetroleio francês "New Vision" ao porto de Sines.

A chegada ao porto de Sines do superpetroleiro francês "New Vision", avariado há várias semanas em alto mar, está prevista para a manhã de domingo, com a melhoria do tempo, revelou hoje fonte da administração portuária. 

     

"O navio começará a fazer a manobra domingo de manhã, cerca das 08:00, e a sua atracagem está prevista para duas horas depois", adiantou à Lusa a mesma fonte. 

     

A acostagem do petroleiro foi adiada três dias devido ao mau tempo, que obrigou, na madrugada de quarta-feira, à saída de todos os navios atracados no porto de Sines, revelou então Guilherme Marques Ferreira, capitão do porto e comandante da Polícia Marítima. 

     

Com a melhoria das condições meteorológicas, o porto de Sines autorizou agora a entrada do "New Vision" no terminal petroleiro, onde será feita a trasfega das 300 mil toneladas de crude que transporta para outros dois

navios de dimensão mais reduzida. 

     

Os dois petroleiros ("Alaska" e "Amore Mio"), com capacidade para 150 mil toneladas cada, já se encontram no porto de Sines, tendo o último chegado durante o dia de hoje. 

     

A operação de navios nos terminais do porto, suspensa quarta-feira devido a "uma condição anómala e excepcional de tempo em toda a costa portuguesa", com uma ondulação de Oeste com altura de 9 metros e vento forte a muito forte de Noroeste, foi retomada gradualmente na noite de sexta-feira, quando "o tempo começou a melhorar". 

     

Para compensar o tempo perdido, a infra-estrutura portuária operou durante o dia de hoje "12 navios em 12 horas", o que foi considerado um "recorde" para a administração do porto alentejano. 

     

O petroleiro "New Vision" afastou-se da sua rota quando fazia a ligação entre a Noruega e o Canadá, tendo sofrido uma avaria relacionada com a entrada de água na proa, durante uma tempestade no Mar do Norte, que danificou o sistema eléctrico. 

     

"O que aconteceu foi que, durante uma tempestade, houve um alagamento que causou o desaparecimento de uma escotilha no paiol e que provocou avarias nos guinchos que operam o ferro (âncora) e nos cabos de amarração", precisou o comandante Marques Ferreira.

As primeiras reparações do navio decorreram ao largo de Sines, em alto mar, poucos dias antes do Natal, incidindo sobre a unidade hidráulica da proa, de modo a permitir a atracagem do "New Vision".

Depois dos trabalhos, que duraram perto de uma semana, a eficácia da reparação foi verificada no dia 29 de Dezembro por dois peritos da Autoridade Marítima Local (Capitania) e um da Autoridade de Controlo de Tráfego Marítimo (ACTM), que realizaram uma nova vistoria técnica ao navio.

Desde então que o superpetroleiro está autorizado a entrar em águas territoriais portuguesas (a partir das 12 milhas).

Após a trasfega do crude, está previsto que o superpetroleiro siga para um estaleiro para uma reparação integral, visto que o navio continua impossibilitado de "fundear".

O navio "não apresenta qualquer rombo no casco", reforçou Marques Ferreira, afastando a existência de qualquer risco de poluição decorrente da sua proximidade da costa portuguesa.

O superpetroleiro, com pavilhão do porto francês de Marselha e construído em 1994, tem 334 metros de comprimento, 60 metros de boca e 23 metros de calado.

A bordo transporta uma tripulação de 30 pessoas, entre os quais três franceses (comandante, imediato e mestre) e os restantes indianos.