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Sul e interior de Portugal em risco de desertificação

Alerta de Al Gore sobre subida de temperatura no interior-sul de Portugal é corroborada por especialistas portugueses em alterações climáticas.

José Pedro Castanheira e Hugo Franco

A Espanha é o país da Europa onde as alterações climáticas mais se farão sentir. A previsão é de Al Gore e foi feita em Oviedo, onde se deslocou para receber o Prémio Príncipe das Astúrias da Cooperação Internacional.

As razões são várias e vão desde a localização da Península Ibérica, "muito no Sul da Europa", até "à grande massa de terra" existente no seu interior. A que se soma a crescente influência do "ar quente vindo do Norte de África, através do Mediterrâneo". Gore aponta para que o aumento de temperatura não se fique por Espanha, devendo prolongar-se pelo interior-Sul de Portugal.

Carlos Pimenta, ex-secretário de Estado do Ambiente, que trabalhou com Al Gore durante doze anos, subscreve as palavras do Nobel da Paz, considerando-as "pertinentes e actuais". Segundo o antigo eurodeputado, a Península Ibérica tem um "potencial de desertificação muito grande", sobretudo na zona do ecossistema mediterrânico.

Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas, acha que há razões para os portugueses "estarem apreensivos", uma vez que as previsíveis subidas de temperatura irão afectar as zonas do interior, como o Alentejo ou as Beiras.

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