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SPAC mantém acções de luta

Os pilotos não vão suspender a greve iniciada esta terça-feira, enquanto o Governo não reconhecer a especificidade da profissão de piloto.

Alexandre Coutinho

"O SPAC-Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil disponibilizou-se para encontrar com o Governo soluções sobre as matérias em causa em tempo útil. No entanto, a ausência de acordos de princípio sobre as matérias nucleares não deixaram outra alternativa ao SPAC se não a da concretização desta greve", afirmou Miguel Blanc, porta-voz do sindicato dos pilotos, em conferência de Imprensa.

"O SPAC estranha as declarações do senhor ministro Mário Lino, as quais sugerem duas coisas: ou desconhece o que está em causa ou está a confirmar o desinteresse com que o Governo tem tratado este assunto", acrescentou o mesmo responsável, em resposta ao apelo do ministro das Obras Públicas para que fosse suspensa a greve.

Reconhecendo que a idade da reforma aos 65 anos é o cerne da questão, Miguel Blanc salientou que "o SPAC não está contra a possibilidade de os pilotos voarem até aos 65 anos. Está apenas contra a regra universal e obrigatória que o Governo pretende impor aos pilotos e das respectivas implicações desta medida em matéria de pensões. Os pilotos não aceitam trabalhar mais e receber menos".

De acordo com as fontes do SPAC, "este primeiro dia de greve teve uma adesão massiva, o que implicou o cancelamento da maioria dos voos das empresas nacionais, à excepção de um ou dois operados por pilotos estrangeiros em regime ilegal". O sindicato está igualmente a analisar a legalidade dos voos fretados pela TAP junto de companhias estrangeiras.
  • TAP cancela 30 voos

    Os passageiros aglomeram-se nos aeroportos de Lisboa, Porto e Funchal. Diversos voos domésticos e para a Europa foram cancelados, no primeiro dia da paralisação dos pilotos.