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Sondagem: Verão negro para Cavaco

Antes de ser conhecido o segundo veto político do Presidente da República  em ano e meio de mandato, os inquiridos pela Eurosondagem para o Expresso,SIC e Renascença  condenaram a actuação de Cavaco Silva.

A discreta actuação do Presidente da República nos últimos 30 dias não foi muito apreciada pelos portugueses. De facto, ao perder 3,7% no índice de popularidade da sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem, Cavaco Silva registou um dos piores resultados desde a sua tomada de posse em Março de 2006. Nada de muito preocupante se olharmos para a sua folgada taxa de apreciação global (48,7%) e ao facto de esta ‘tempestade estival’ ter atingido todos os órgãos de soberania e líderes partidários. José Sócrates (-0,7%) e o Governo (-0,6%) foram os menos penalizados, enquanto a Assembleia da República (-3,4%) e o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa (-4,3%), comandam os grandes perdedores. Francisco Louçã aguentou-se melhor (-1,2%) e na esfera partidária é, a par de Sócrates (+28,7%), o único dirigente que conserva nota positiva global (+0,2%). A crise na Direita pós-autárquicas aprofundou o movimento descendente de Marques Mendes (-1,6%) e de Paulo Portas (-2,1%), mas com consequências diferentes nos seus partidos. O PSD cai (-2%), o CDS sobe (+0,4%), um resultado algo estranho para os centristas se tivermos em conta os números das autárquicas de Lisboa, mas em linha com o bom comportamento da CDU (+0,8%) e do BE (+1%). A vitória de António Costa também parece não ter influenciado as contas do PS (-0,9%), embora os socialistas se tenham afastado ainda mais dos sociais-democratas na corrida para as legislativas de 2009. A diferença na projecção de resultados é agora superior a 10%.

Direita manifestamente em crise

Os inquiridos pela Eurosondagem não têm dúvidas: 60,8% dos portugueses entendem que os partidos à direita do PS estão em crise. Destes, 58,8% atribuem a responsabilidade pela situação aos líderes quer do PSD, quer do CDS. No entanto, a maioria (42,7%) não pensa que Paulo Portas se devesse ter demitido, nem acredita (41%) que Luís Filipe Menezes faria melhor oposição do que Marques Mendes. Questionados ainda sobre se há espaço para a constituição de um novo partido, 47,1% afirmam que não.

Governo ilibado de acusação de «deriva autoritária»

A esmagadora maioria (65,6%) dos inquiridos discorda da oposição e de Manuel Alegre e não vê razões para suspeitar de uma «deriva autoritária» por parte do Executivo. Ainda assim, há 21,2% que concordam com esta visão. Destes, mais de metade (57,3%) classificam a atitude do Governo como «preocupante», repartindo responsabilidades entre o primeiro-ministro e a sua restante equipa.

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