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Sondagem: PS perde para todos

A queda nas intenções de voto do PS e a subida do PSD, colocam estes dois partidos em empate técnico, apesar da ligeira vantagem dos socialistas.

Humberto Costa

PSD e PS próximos do empate

Os valores (3,7%) da queda do PS segundo dados da projecção e em comparação com o Barómetro de Maio parecem transferir-se directamente para os restantes partidos que crescem nas intenções de voto, são praticamente a soma da subida dos restantes partidos: 2,5 % para o PSD, 0,5%, para a CDU, e 0,5% para o CDS/PP.

Só o Bloco de Esquerda acompanha o PS na descida das intenções de voto, ainda assim registando uma percentagem muito próxima da alcançada nas europeias. Isto tudo para uma margem de erro de 3,06%.

Esta queda dos socialistas foi precedida por um acto eleitoral - eleições europeias - em que o partido do Governo teve a pior votação de sempre, não atingindo um milhão de eleitores, e registando uma percentagem de 26,6%.

Sem fazer comparações que seriam ilegítimas, a verdade é que o rescaldo das eleições europeias, designadamente os resultados do PS e do PSD, podem ter tido os seus efeitos nos resultados deste barómetro, já que a evolução das intenções de voto atingem valores consideráveis nestes dois partidos (PS e PSD).

Quer os partidos à esquerda do PS (CDU e Bloco de Esquerda) quer o CDS/PP consolidam posições com valores muito próximos dos alcançados nas eleições europeias: o BE com 9,6%, a CDU com 9,7% e o CDS/PP com 7,4%. Registe-se que os partidos à esquerda do PS somam cerca de 20% das intenções de voto dos inquiridos, um valor quase 50% superior ao verificado em 2005.

Já quanto aos partidos situados à direita dos socialistas, PSD e CDS/PP somam 40% das intenções de voto, o que significa uma subida de 9% relativamente a 2005, mas insuficiente para uma maioria de direita como a verificada em 2002, altura em que estes dois partidos formaram governo com uma maioria parlamentar de 48,93%. Já o PS somado a PCP e BE (54,4%) conseguem maioria absoluta, apenas ultrapassada pelo bloco central (PS/PSD) com 68,1%.

Registe-se ainda que neste barómetro os indecisos situam-se nos 19,5% e a taxa dos que não sabem e não respondem atinge os 16,7%.

José Sócrates: Animal ferido

O primeiro-ministro, cujos níveis de popularidade em Maio registavam um saldo (diferença entre avaliações positivas e negativas) de 18,4% sofrem, neste barómetro, uma quebra acentuada passando a ter um saldo de 7,8%.

Já a popularidade do líder do Bloco de Esquerda sobe ligeiramente para um saldo de 6,9 ficando a menos de um ponto de Sócrates. Idêntica evolução teve a popularidade do presidente do CDS/PP, Paulo Portas que regista um saldo de 4,7, mais um ponto que o verificado em Maio. Subidas acentuadas tiveram Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa. Ambos registavam em Maio saldos negativos (Ferreira Leite -10,8 e Jerónimo de Sousa -7,8).

No actual barómetro os dois passam a ter saldos positivos: a presidente do PSD com 3,8% e o secretário-geral do PCP com 4,5%.

Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 25 a 30 de Junho de 2009. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados, entre as 19 horas e as 22 horas.

O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por Região (Norte - 20,5%; A.M. do Porto - 14,8%; Centro - 29,3%; A.M. de Lisboa - 26,0%; Sul - 9,4%), num total de 1.024 entrevistas validadas. Foram efectuadas 1.230 tentativas de entrevistas e, destas, 206 (16,7%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião.

Foram validadas 1.024 entrevistas, correspondendo a 83,3% das tentativas realizadas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino - 51,3%; Masculino - 48,7%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos - 21,4%; dos 31 aos 59 - 53,1%; com 60 anos ou mais - 25,5%).

O erro máximo da Amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.