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Sócrates nega saída de Luís Amado do Governo

Primeiro ministro, José Sócrates, assegurou que a notícia da eventual saída do ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo, avançada pelo jornal i, "não tem o mínimo de sentido".

O primeiro ministro, José Sócrates, assegurou hoje que a notícia da eventual saída do ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo, avançada pelo jornal i, "não tem o mínimo de sentido".   "Isso não tem o mínimo de sentido e considero essa notícia apenas especulativa", afirmou José Sócrates aos jornalistas em Trancoso, à margem da cerimónia onde recebeu a medalha de honra do município, presidido pelo social democrata Júlio Sarmento.     José Sócrates apontou: o ministro Luís Amado "é o segundo ministro do Governo, é ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, é um particular amigo meu e é dirigente do PS".     "Se alguém cometeu essa intriga nos jornais, enganou-se", assegurou.   Recordou que Luís Amado "expressou um ponto de vista" com o qual discorda, relativamente à inscrição na Constituição de um limite para o endividamento público.  

"Não vem nenhum mal ao mundo" por divergência

Salientou que já falou com Luís Amado sobre o assunto e que com esta divergência de opinião "não vem nenhum mal ao mundo".     "A ideia era se fazia ou não sentido estar na nossa Constituição uma referência ao limite orçamental", esclareceu.     Em sua opinião, "isso não faz sentido". E justificou: "Nós já temos uma obrigação ao nível comunitário, que é, aliás, uma obrigação mais flexível e acho que isso é absolutamente suficiente".     "Eu não sou daqueles que acham que devemos pôr na Constituição tudo aquilo que são medidas de política, que devem ser defendidas pelos diferentes partidos", afirmou.     José Sócrates explicou a sua opinião: "O mais importante é termos os bons princípios na Constituição e, por isso, respondi na Assembleia da República que não sou favorável a essa medida, que, aliás, ainda não existe em nenhuma Constituição europeia".     "Eu sei que o ministro [dos Negócios Estrangeiros] fez essa declaração, sugerindo isso, como uma hipótese, mas acho que neste momento o importante é nós cumprirmos o Pacto de Estabilidade e Crescimento", defendeu ainda o primeiro ministro.     *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.