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Sócrates não nega que recebeu sms de Vara

Primeiro-ministro admite implicitamente que recebeu a mensagem, mas reafirma que só soube da demissão de Moura Guedes pela comunicação social.

Filipe Santos Costa, no Rio de Janeiro (www.expresso.pt)

José Sócrates não nega a existência do sms que Armando Vara lhe enviou, avisando-o da demissão de Manuela Moura Guedes, conforme o Sol noticiou hoje, mas reafirmou que só soube dessa notícia através da comunicação social. Questionado no Rio de Janeiro pelos jornalistas que acompanham a sua visita ao Brasil, o primeiro-ministro recusou falar da mensagem que recebeu do seu amigo, embora admitindo implicitamente a sua existência.

"Eu não tenho que dar essa explicação pela simples razão de que esse sms é privado", respondeu Sócrates, quando questionado se não nega que terá recebido um sms de Armando Vara com esse conteúdo. "Mas reafirmo que eu soube da notícia pela comunicação social", atalhou o primeiro-ministro, garantindo que se lembra bem desse dia. "Na altura estava no Porto e quando cheguei disseram-me que a noticia na comunicação social era de que esse telejornal ia acabar."

Desta forma, o chefe do Governo assegura que não mentiu à comissão de inquérito ao caso PT-TVI. "O que eu disse à comissão de inquérito foi exactamente a verdade".

Sócrates revelou que está bem a par da notícia publicada hoje em Lisboa. "Acho extraordinário que me faça essa pergunta quando o próprio jornal (Sol) diz que eu recebi o sms ao meio dia e vinte, e a notícia era pública por volta da uma hora. Portanto, o jornal depreende que eu imediatamente a seguir a sair do avião liguei o telemóvel para ter acesso a esse sms. O que não foi o caso. O que aconteceu foi que eu soube como todos os portugueses souberam, através da comunicação social."

Falando à margem de um encontro com empresas portuguesas interessadas em investir no Rio de Janeiro, Sócrates garantiu que apenas disse a verdade à comissão de inquérito e não deixou de considerar "absolutamente lamentável e deplorável que se procure invocar outras coisas, e provavelmente algumas escutas que não deveriam ser divulgadas, apenas para me atacar politicamente."