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Socialista madeirense denuncia ataques de Jardim

Alberto João Jardim chamou «bandalho colaboracionista» a Maximiano Martins, deputado do PS-Madeira. O parlamentar escreveu ao presidente da AR a solicitar uma «tomada de posição».

Maximiano Martins, o deputado do PS-Madeira na Assembleia da República (AR) a quem Alberto João Jardim chamou «bandalho colaboracionista», enviou ontem uma carta a Jaime Gama solicitando «uma tomada de posição» da AR perante «ataques desta natureza que ofendem a honra de um dos seus pares». Na missiva, o parlamentar madeirense lembra que «esta declaração ocorreu no contexto de uma festa religiosa – pasme-se – e na qualidade do declarante de presidente do governo [regional da Madeira]».

Na terça-feira, depois de assistir à celebração eucarística que assinalou a festividade da Senhora do Monte, uma das principais festas religiosas da ilha, Jardim voltou a fazer declarações aos jornalistas sobre a polémica da nova lei de finanças regionais, que está a ser preparada pelo governo de José Sócrates. Para o líder madeirense, a posição dos deputados do PS-Madeira, veiculada por Maximiano Martins, de abertura à proposta do Executivo, apesar de algumas reservas pontuais, releva uma atitude de «bandalho colaboracionista».

«O significado de ‘bandalho’ e de ‘colaboracionista’ é suficientemente claro para não merecer desenvolvimentos literários ou políticos complementares», escreve o deputado socialista na carta que endereçou ao presidente do Parlamento. «Em qualquer circunstância é condenável a sua utilização perante um adversário político pela grosseria e natureza injuriosa que encerra. É próprio da falta de argumentos mas sobretudo de um estilo populista que procura instigar a condenação popular e a pressão chantagista sobre o visado.»

Maximiano Martins lembra que, sendo membro da AR, é «merecedor da dignidade própria de um par dessa Casa da Democracia e titular de um órgão de soberania». Para mais, acrescenta, «não devo subordinação estratégica ou táctica ao poder maioritário do PSD-M nem ao Governo Regional da Madeira. Sigo as minhas próprias posições e as do PS-M, sufragadas em actos eleitorais e, em última instância, a minha consciência.»