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Sindicatos garantem maior adesão

Na habitual guerra dos números em dia de greve, sindicatos voltam a falar numa adesão de 85%, mais cinco do que ontem. Que contas fará hoje o Governo?

Os sindicatos da Função Pública, que convocaram a greve nacional de dois dias para protestar contra as políticas do Governo, afirmaram hoje que a adesão é ligeiramente superior à verificada no primeiro dia de paralisação.

"Fazemos um balanço muito positivo, com a adesão a aumentar face a quinta-feira, nomeadamente no sector da educação com muitas escolas encerradas", disse à agência Lusa a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.

De acordo com a dirigente sindical, os dados apontam para uma adesão superior dos enfermeiros, mais três por cento que no primeiro dia de greve, situando-se num total de cerca de 72%.

Os trabalhadores das autarquias também aderiram mais hoje que na quinta-feira (cinco por cento), rondando um total de 85% de trabalhadores em greve.

Os sindicatos afectos à UGT, Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) também fazem um balanço positivo, mas mantém a adesão global de 80%, apesar de constatarem ligeiras subidas.

Fonte da FESAP disse à agência Lusa que mantém os 80% de adesão global, apesar de verificarem subidas nalguns sectores e serviços como, por exemplo, educação, finanças (tesourarias e serviços de finanças), lojas do cidadão e autarquias.

"Mais do que avançar com números concretos, a FESAP frisa a sua preocupação face à desvalorização dada ao manifesto dos trabalhadores por parte do ministro das Finanças, dando uma ideia incompreensivelmente errada da adesão efectivamente verificada, como a própria comunicação social tem constatado nas inúmeras deslocações no terreno", sublinha a FESAP em comunicado.

O STE refere, em comunicado, que "neste segundo dia de greve, constatamos idêntica mobilização, com uma média de 80% de trabalhadores em greve".

A greve nacional de dois dias foi convocada pelos três sindicatos do sector para protestar contra "a intransigência negocial do Governo", a lei da mobilidade, o congelamento das progressões nas carreiras, os aumentos salariais e o aumento das contribuições para a ADSE.

"Os trabalhadores responderam com a firmeza pedida, dizendo não aos atropelos do Governo que têm visado apoucar a Administração Pública, nunca contribuindo para uma reforma séria e condigna dos serviços e com respeito pela pessoa humana", sublinha o STE.

No primeiro dia de greve, quinta-feira, os sindicatos fizeram um balanço muito positivo da greve apontando para uma adesão global de 80%.

Por seu turno, o Governo concluiu que a adesão à greve na quinta-feira foi de 11,74% e desafiou os sindicatos do sector a reflectirem nas razões inerentes "à baixa adesão" da paralisação.

"Foi uma greve que suscitou uma baixa adesão", declarou o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, no final da reunião do Conselho de Ministros.

De acordo com o secretário de Estado, "o número global de 11,74% representa todos os sectores da administração pública" e considerou "impossível" uma adesão de 80% à paralisação, tal como defenderam os sindicatos.