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Expresso

Atualidade / Arquivo

Sindicatos falam em 80% de adesão

A greve da Função Pública já fechou escolas, paralisou urgências de hospitais e deixou vários concelhos sem recolha de lixo.

A greve nacional da Administração Pública, marcada para hoje e amanhã, registou às primeiras horas uma adesão de 80%, segundo dados da estrutura Sindical Frente Comum, afecta à CGTP.

Segundo aquela fonte sindical, os sectores mais afectados são as autarquias, a saúde, a educação e a segurança social.

Por outro lado, o Governo reagiu com "tranquilidade" aos números adiantados pela Frente Comum. À entrada para o debate do Orçamento de Estado para 2007, o ministro Teixeira do Santos declarou que "a generalidade dos serviços está a funcionar" e afirmou "não existirem grandes sinais de perturbações"

Panorama da greve no país

As urgências dos hospitais de Santa Maria e São José, em Lisboa, registaram adesões de 100%, contra os 95% do São Francisco Xavier e Capuchos.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses fala numa paralisão de 85% nas ilhas dos Açores e ainda não adiantou dados relativos à adesão do sector no continente.

Nas escolas, a nível nacional, os números apontam para uma adesão que ronda os 80 a 90%, encontrando-se pelo menos duas encerradas, na cidade de Porto.

A recolha do lixo faz-se a meio gás, em Lisboa, onde "quase metade dos motoristas dos camiões e 62% dos cantoneiros, ambos no turno da noite, aderiram à paralisação", confirmou à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa.

Noutros 12 concelhos, a adesão à greve foi massiva, nomeadamente em Évora, Almada, Barreiro, Seixal, Alcochete, Moita, Amadora, Funchal, Loures, Montemor-o-Novo, Vendas Novas e Vila Viçosa.

Perspectiva-se, para o segundo dia de greve, um possível aumento da adesão, ou pelo menos a manutenção dos níveis registados hoje, revelou Ana Aivola, coordenadora da Frente Comum.

MOTIVOS DA GREVE 

– Aumentos salariais

– Subida das contribuições para a ADSE

– Prolongamento do congelamento das progressões nas carreiras

– Lei da mobilidade

– Revisão do sistema de vínculos, carreiras e remunerações