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Siemens apoia doutoramentos

Além de bolsas de estudos, a Siemens Portugal oferece estágios profissionalizantes a recém-formados.

No sector privado, a I&D nacional está concentrada em iniciativas isoladas de algumas grandes empresas cujos casos mais salientes são a PT Inovação e a Brisa Inovação. O restante esforço de inovação é realizado por um pequeno número de PME que actuam em nichos no mercado internacional. A maioria situa-se no segmento das tecnologias de informação (Altitude Software, Critical Software, entre outras) e com menos incidência nas áreas farmacêuticas (por exemplo, Bial) e biotecnolgia (Biotecnol).

Mas, o principal investimento privado em I&D em Portugal tem sido realizado pela Siemens portuguesa que conseguiu atrair nos últimos 10 anos importantes centros de inovação em telecomunicações.  

Hoje, a Divisão Informação e Comunicações da Siemens tem mais de 1.000 colaboradores, na quase totalidade com grau académico (licenciados, mestrados e doutorados) na área de engenharia de software e telecomunicações. Trabalham no desenvolvimento de produtos de ponta como redes ópticas, novos serviços móveis e multimédia, televisão móvel.

De acordo com os dados fornecidos pela empresa,  44% dos colaboradores da Siemens Portugal possuem formação profissional ou superior. Entre estes, 36,5% são licenciados ou bacharéis, enquanto 1,2% completaram doutoramentos, mestrados, pós-graduações ou MBA. Os restantes 6% receberam formação em cursos profissionais.

«O constante investimento da Siemens Portugal em alta tecnologia, como é exemplo a inauguração do novo Centro de Inovação Mundial na área de Telecommunications Network Management, obriga a empresa a contratar um elevado número de colaboradores qualificados», disse ao EXPRESSO o responsável pela Academia Siemens, Rui Brandão, organismo criado em 2005.

Para potenciar o desenvolvimento e a captação de talentos nacionais a multinacional alemã criou um programa de bolsas de estudo com a Fundação Ciência e Tecnologia e criou laços de cooperação com as principais universidades e institutos portugueses de investigação: IditeMinho, INESC Porto, Universidade do Minho, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra e Instituto Superior Técnico.

De acordo com Rui Brandão, o primeiro acto oficial da Academia foi a assinatura do acordo de cooperação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com a Fundação Calouste Gulbenkian para a promoção do desenvolvimento da Biologia Computacional. Este acordo «representou o primeiro passo no sentido de impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento da Biologia Computacional em Portugal, promovendo igualmente a formação de recursos humanos através de doutoramentos nesta área».