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Seis dias de conflito

A 28 de Junho, forças militares israelitas iniciam a operação «Chuva de Verão», na sequência do rapto do soldado israelita Gilad Shalit. Catorze dias depois, com um novo de rapto de mais dois soldados, Israel perde a paciência e começa aquele que é já considerado o pior confronto na fronteira israelo-libanesa em mais de 20 anos.

12 de Julho, quarta-feira

O Hezbollah sequestra dois soldados israelitas e elimina outros oito. Sayyed Hassan Nasralla, líder do movimento, afirma que só libertará os reféns, no âmbito de uma troca de prisioneiros com Israel.

Os israelitas avançam com ataques aéreos no Líbano, destruindo dez pontes, duas centrais eléctricas e um reservatório de água. O líder da Jihad islâmica morre durante uma ofensiva israelita, nos arredores de Deir el-Balah.

13 de Julho, quinta-feira

Ataques aéreos israelitas bombardeiam a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, em Gaza, o aeroporto internacional de Beirute e a sede da televisão do Hezbollah.

Várias aldeias do Sul do Líbano são também atacadas provocando a morte de 26 pessoas.

O Hezbollah responde com 60 rockets Katyusha contra Nahariya, norte de Israel, e ataca Safed.  Israel impõe um bloqueio aéreo e naval.

14 de Julho, sexta-feira

Forças israelitas alargam a sua ofensiva no Líbano, com um novo ataque ao aeroporto de Beirute e bombardeamentos a zonas residenciais do sul da capital, depósitos de combustíveis e à principal estrada para a Síria.
Israel impõe três condições para um cessar-fogo: a libertação dos dois soldados sequestrados, o fim dos tiros de mísseis e a aplicação de uma resolução da ONU sobre o desarmamento do Hezbollah.

15 de Julho, sábado

Durante a madrugada, um ataque aéreo israelita destrói o edifício de nove andares que serve de quartel-general do chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, mas o líder consegue escapar.

Israel intensifica os ataques ao Líbano, atingindo, pela primeira vez, o centro de Beirute e a zona de fronteira entre o Líbano e a Síria. Muitos países começam a retirar os seus cidadãos do país.

16 de Julho, domingo

Com mediação de Itália, Israel apresenta uma proposta de tréguas ao governo libanês, com duas condições: que o Hezbollah liberte os dois soldados israelitas capturados e que retire as suas milícias até ao norte do rio Litani.

À noite, aviões israelitas voltam a bombardear o aeroporto de Beirute.

17 de Julho, segunda-feira

Pelo sexto dia consecutivo, Israel realiza ataques contra o Líbano e rejeita a proposta de formação de uma força internacional para ajudar a dar fim ao pior confronto na fronteira israelo-libanesa em mais de 20 anos. Um avião F-16 israelita é abatido perto de Beirute.

Desde o início da ofensiva, o número de libaneses mortos já ultrapassa os 160. Comandantes israelitas afirmaram, entretanto, que a campanha pode durar semanas ou até meses.