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SCUT: Rui Rio confia no chumbo dos chips no Parlamento

Para Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, o sistema dos chips que permite circular nas SCUT está feito "de qualquer maneira" e "não faz sentido nenhum".

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, manifestou-se hoje confiante na reprovação pela Assembleia da República do diploma que institui o sistema eletrónico de pagamento de portagens nas até agora autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT). 

"No dia 24 de junho, dia de S. João, a Assembleia da República vai fazer a apreciação do diploma dos chips. E, segundo creio, segundo estou a perceber, vai haver bom senso da parte da maioria no Parlamento", afirmou Rui Rio, à margem da reunião pública do Executivo camarário. 

Para o autarca do PSD, que preside também à Junta Metropolitana do Porto, o sistema dos chips nos veículos está feito "de qualquer maneira" e "não faz sentido nenhum". Rui Rio referiu que ainda segunda feira viu uma reportagem numa televisão, em que pessoas da Galiza afirmavam que iam deixar de fazer compras em Portugal porque não estavam para comprar um chip

O autarca disse que não acredita que o Governo realmente tenha intenção de aplicar portagens nas outras SCUT do país, como afirmou segunda feira em conferência de imprensa o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. 

Fretes da Comunicação Social

"Não acredito. Para ser sincero, não acredito. Porque, se isso fosse verdade, já o ministro tinha respondido à Junta (Metropolitana do Porto) a dizer: 'Não é nada disso que estão a dizer, num prazo muito curto de tempo vamos tratar todos por igual'". 

Para Rui Rio, uma resposta formal - que ainda não recebeu - do ministro às duas cartas enviadas pela Junta Metropolitana do Porto "alterava completamente a situação", mas, neste contexto, a afirmação de Paulo Campos "não vale nada". 

"A perceção que tenho é que isso é uma declaração para acalmar as pessoas cá em cima. Para mim é claro que isto, com a colaboração de alguma comunicação social que gostará de fazer fretes ao Governo, é para acalmar a situação presente e daqui por dois ou três anos já ninguém se lembra disso", afirmou.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***