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Scolari substitui titulares

«Tanto posso ficar como sair», afirmou Scolari sobre o seu futuro à frente da selecção nacional. Sobre o onze que alinhará contra a Alemanha não tem dúvidas. Vai trocar cinco titulares.

NA EQUIPA que fizer subir ao relvado do estádio de Estugarda para o jogo com a Alemanha, sábado (20h, SIC), para atribuição dos 3.º e 4.º lugares do Mundial-2006 de futebol, as alterações a introduzir por Luiz Filipe Scolari não se resumirão aos dois jogadores que ficaram indisponíveis no final do Portugal-França da passada quarta-feira. Além das ausências de Miguel (por lesão) e Ricardo Carvalho (por castigo), frente aos alemães o seleccionador tenciona substituir mais dois ou três titulares do jogo de Munique, que não identificou porque ainda não tinha falado com os jogadores em causa.

Perante um adversário da valia da Alemanha, Scolari considera que precisa de fazer algumas modificações na sua estrutura base, até porque alguns jogadores já manifestam estar cansados «e temos de pensar num jogo que pode ter 90 minutos, 120 minutos ou ir ainda a penáltis», frisou.

Para o seleccionador, «para quem trabalhou como nós este jogo vai ser mais um sofrimento do que uma festa». Embora aceite que do ponto de vista empresarial este confronto entre os semi-finalistas vencidos deva realizar-se, já do lado desportivo Scolari não encontra qualquer razão de ser para a sua realização. «O filme da derrota estará de volta à cabeça dos jogadores de ambos os lados. Ninguém vai gostar de jogar e tentar fazer deste encontro uma festa», considera Scolari, que admite ter de ser muito imaginativo para conseguir motivar as suas unidades. «O que é que eu faço? Falo com eles, passo umas imagens da euforia por que o país passou com toda a nossa campanha, tenho uma conversa, mas esta particular, com um ou outro com quem entendo que devo falar em privado, enfim…», explicou, parecendo estar também ele à procura de motivação para si próprio.

«Felipão» confessou-se muito contente pela escolha de Maniche como candidato ao título de melhor jogador do torneio, embora entenda que no lote eleito pela FIFA podiam estar mais um ou dois dos seus jogadores. E comentando a escolha de Podolski como melhor jogador jovem do torneio, não escondeu que se dependesse dele o eleito seria Cristiano Ronaldo. O jogador do Manchester United não terá sido o escolhido por, no entender da comissão de estudos técnicos da FIFA, o jogador do ponto de vista de «fair-play» ter ainda algo a aprender. «Se o Cristiano mergulha muito na grande área, o que dizer do Thiérry Henri?», questionou o brasileiro, numa «indirecta» ao penálti que beneficiou a França no jogo com Portugal.

O guardião Ricardo mereceu também um comentário individual. «Dá-me muita satisfação ver o Ricardo nesta situação, já que passou por um clima de grande contestação, tal como aconteceu com o Maniche. Pela humildade que sempre demonstrou, fico muito contente pelo Ricardo» , salientou, garantindo que o bom desempenho do sportinguista no Mundial não pode nem deve ser considerado como uma vitória pessoal sua.

Quanto à sua eventual saída ou manutenção como seleccionador português, Scolari manteve tudo em aberto: «Tanto posso ficar como sair» , referiu, prometendo mais novidades para quarta ou quinta-feira da próxima semana, depois do encontro que manterá com Gilberto Madaíl.