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SATA diz que greve de tripulantes é "infundada" e "prejudicial"

SATA Air Açores considerou hoje "infundada" e "altamente prejudicial à companhia" a greve de quatro dias dos tripulantes de cabine, marcada para o início de julho, e rejeita a acusação sindical de violar o acordo de empresa.

A SATA Air Açores considerou hoje "infundada" e "altamente prejudicial à companhia" a greve de quatro dias dos tripulantes de cabine, marcada para o início de julho, e rejeita a acusação sindical de violar o acordo de empresa.     Em comunicado enviado hoje à Lusa, a companhia adianta que a greve decretada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), entre 2 a 5 de julho, vai afetar 220 voos e mais de 17 mil clientes.       No diferendo com o sindicato, a SATA afirma que o que está em causa é a substituição temporária de cinco chefes de cabine da empresa, que, "por motivos temporários de doença ou maternidade, estão impossibilitados de desempenhar as suas funções".     Segundo a SATA, para ultrapassar esta "indisponibilidade temporária", foi proposto a dois assistentes de bordo, "legalmente habilitados para o efeito", que assumissem a função de chefe de cabine, e respetiva remuneração, em regime de substituição, o que é legalmente possível pelo Código do Trabalho e pelo acordo de empresa.     "Na revisão do acordo que foi efetuada conjuntamente em 2 de fevereiro de 2010, deixou de se contemplar qualquer limitação ao tempo de trabalho em funções de outra categoria profissional", defende a SATA. 

SATA rejeita posição do sindicato 

A empresa rejeita a posição do sindicato, de que esta nomeação seja feita "com carácter definitivo", alegando que, quando terminar a necessidade de substituição dos profissionais, a SATA "iria ficar com chefes de cabine a mais face às necessidades da operação, com os consequentes custos associados".   Ou então, afirma a empresa, "os recém-nomeados chefes de cabine regressavam às funções de assistentes de bordo, com um vencimento correspondente a cerca do dobro do auferido pelos restantes assistentes de bordo, situação que, na ótica da SATA, está longe de ser justa".     No dia 9 de junho, aquando do anuncio da greve, o vice-presidente do SNPVAC, Henrique Martins, acusou a transportadora aérea açoriana de "não cumprir o acordo de empresa que assinou em fevereiro", frisando que está em causa "a nomeação de chefes de cabine com caráter temporário, contra o que está estipulado no acordo da empresa".      *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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