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Sá Fernandes acusa EPUL de "má gestão"

O vereador do Bloco de Esquerda na CML apresentou novos documentos que, alegadamente, comprovam as suspeitas  de “suborno” , “tráfico de influências” e “má gestão”. Sá Fernandes dixit.

O relatório de contas de 2003 da Imohífen-Mediação Imobiliária (participada a 100% pela EPUL-Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) comprova que essa empresa pagou à Find Land (de capitais privados) uma comissão de 570.375 euros pela  venda dos terrenos do Benfica, ou seja, por uma mediação imobiliária que – de acordo com  a escritura pública dos referidos terrenos – nunca terá existido.  A escritura refere mesmo ter sido “declarado pelos outorgantes que neste acto não houve intervenção de mediador imobiliário”.

Os documentos agora apresentados pelo vereador do Bloco de Esquerda da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, a saber: relatório de contas de 2003 da Imohífen e escritura referente à transacção dos terrenos do Benfica – a que o EXPRESSO teve acesso (ver relacionados), vêm confirmar, segundo Sá Fernandes, as suspeitas  de “suborno” , “tráfico de influências” e  “má gestão”.

Dinheiro público 'engorda' empresa privada

Através do relatório de contas de 2003, confirma-se que nos últimos três anos essa empresa controlada pela EPUL pagou mais de um milhão de euros de comissões à mediadora imobiliária privada Find Land. Comissões que estão relacionadas com três grandes negócios feitos pela EPUL e que foram objecto de concurso público, “ganho, quase sem concorrência”, afirmou Sá Fernandes, pelo construtor Bernardino Gomes, entretanto falecido.

Só no caso dos terrenos do Benfica (que Bernardino Gomes acabou por vender à empresa Fundimo por 45.600.000 euros), esse empresário conseguiu uma mais-valia superior a dez milhões de euros.

Os outros dois negócios que renderam comissões à Find Land foram a venda de lotes de terreno do Vale de Santo António, em Lisboa e o do centro cívico do Vale de Santo António. No primeiro caso, dois dos concorrentes que licitam a globalidade dos lotes estão ligados a Bernardino Gomes, que acaba por ganhar o concurso. Relativamente ao do ‘centro cívico do Vale de Santo António só foi a concurso a sociedade de Bernardino Gomes, que saiu vencedora com um preço igual à da base de licitação.