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Ribeiro e Castro acusa Paulo Portas de mentir

Presidente do CDS acusa adversários de “querer forçar a mudança de estatutos por facto consumado”. E solidariza-se com Nogueira Pinto.

“O dr. Paulo Portas mentiu, e sabe que mentiu” – começou assim, ao ataque, a conferência de imprensa de José Ribeiro e Castro para reagir aos acontecimentos do Conselho Nacional (CN) de domingo. Naquela que foi  terceira conferência de imprensa do dia no CDS (depois de Maria José Nogueira Pinto e Telmo Correia), o presidente do CDS acusou o seu adversário de mentir ao dizer que Nogueira Pinto e ele próprio abandonaram os trabalhos do Conselho Nacional. O que se passou foi outra coisa, segundo Castro: Nogueira Pinto encerrou os trabalhos quando assim o entendeu e Castro deixou nessa altura o local. “Não quis ficar na sala para participar num tumulto lamentável que logo ali se estimulou.”

Depois de ter perdido três votações ao longo do CN – todas ganhas por Portas, sempre com cerca de dois terços dos conselheiros – Ribeiro e Castro voltou ontem a acusar o seu adversário de “querer forçar a mudança de Estatutos por facto consumado.” Os problemas que o CDS está a viver, considerou, são resultado directo de Portas querer “quebrar a estabilidade das regras e persistindo-se num ataque muito perigoso para o partido”.

Castro resumiu assim os acontecimentos da reunião da véspera: “O Conselho Nacional foi arrastado para uma cascata de discussões jurídicas e processuais, com uma sucessão de pontos de ordem, requerimentos, propostas e contra-propostas, interpelações e pedidos de esclarecimento, afastando-se da discussão política de fundo, por simples efeito de um grupo haver tentado provocar, logo, ali, já, alterações jurídicas fundamentais, imediatamente executórias, ainda que passando por cima de regras processuais, por simples ditame da maioria reunida.”

Castro mostrou-se solidário com Maria José Nogueira Pinto e, em nome do partido, pediu desculpas “pelos vexames a que alguns a quiseram sujeitar no final dos trabalhos”. E considerou que a mesa do congresso agiu com “verticalidade”, apesar de também não ter concordado com algumas decisões. No entanto, a decisão fundamental acabou por ser a que Ribeiro e Castro desejava – a de fazer prevalecer o congresso pedido por um requerimento promovido pela direcção e assinado por mil militantes, sobre as directas, defendidas pela grande maioria do CN.

Sem perder mais tempo com questões estatutárias, e passando ao lado do facto de haver recursos pendentes no Conselho de Jurisdição, bem como um abaixo assinado da maioria dos conselheiros nacionais exigindo a continuação da reunião de domingo – que os portistas insistem ter sido interrompida de forma extemporânea – Castro apontou para o congresso. “A direcção do partido abriu, aceita e quer o debate político. Ninguém nesta direcção está agarrado ao poder. Ninguém o assaltou ou assalta.”