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Atualidade / Arquivo

Retratos do momento final

Um conjunto de 44 fotografias fixou para sempre dois momentos de 24 doentes terminais: um retrato em vida e outro logo após a morte.

A vida e a morte registadas para sempre numa fotografia. Em 2003, o fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta acompanharam de perto os últimos momentos de 24 doentes terminais, captando os seus rostos em vida e logo após o suspiro final. O resultado é a exposição “Amor-te”, em exibição na Mãe d'Água das Amoreiras, em Lisboa.

Polémica e comovente, a exposição transporta-nos ao medo e à esperança dos testemunhos de 22 pessoas que sabiam que iam morrer em breve. O conjunto de 44 retratos, a preto e branco, torna-se ainda mais chocante quando nos confrontamos com a morte de duas crianças, de 17 meses e de 6 anos.

Durante os últimos dois anos, a reportagem conjunta de Walter Schels e Beate Lakotta, da revista “Der Spiegel”, tem percorrido a Europa em forma de exposição, conquistando prémios internacionais, entre eles a categoria de retrato do World Press Photo.

O trabalho chegou ontem a Portugal, na semana em que se celebra o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Os visitantes da exposição estarão a contribuir para a Amara-Associação para a Dignidade da Vida Humana, que tem por objectivo ajudar pessoas em fase terminal da vida e seus familiares.

Os retratos e as histórias destes 24 doentes terminais estarão patentes na Mãe d´Água das Amoreiras, em Lisboa, até 28 de Outubro, numa “exposição sobre a morte, mas cujo apelo é a vida”.