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Resultados da autópsia a bebé dentro de semanas

Dentro de quinze dias, "no máximo", será produzido o relatório final da autópsia que permitirá apurar a causa da morte do bebé em Anadia.

Os resultados da autópsia feita sábado ao bebé que morreu sexta-feira em Anadia levarão ainda algumas semanas a ser conhecidos, disse hoje à agência Lusa o presidente do Instituto de Medicina Legal, Duarte Nuno Vieira.

"Só existirão (resultados) uma vez concluídos os exames complementares para o perito se pronunciar, o que levará ainda algumas semanas",afirmou aquele responsável.  

      

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) avançou, por seu lado, um prazo de 15 dias para ser conhecido o resultado final da autópsia. 

      

"Só o resultado final da autópsia poderá dizer qual a causa da morte do bebé. Tudo o que possa dizer-se entretanto é especulativo", disse à Lusa fonte do Gabinete de Imprensa da ARSC.  

     

Dentro de quinze dias, "no máximo", será produzido o relatório final, afirmou a mesma fonte.  

      

O presidente do conselho directivo da ARSC admitiu sábado, em Coimbra, que o bebé poderá ter sido vítima de síndrome da morte súbita.

"Pode estar em causa a síndrome da morte súbita do lactente", indicou João Pedro Pimentel, em conferência de imprensa realizada pelo conselho

directivo da ARSC.  

      

A morte do bebé avivou a polémica em torno do encerramento das urgências e sábado centenas de pessoas reuniram-se frente ao Hospital de Anadia, exigindo a demissão do ministro da Saúde, Correia de Campos, apesar de os pais da  criança não terem imputado responsabilidades à assistência médica.  

     

Segundo a GNR, o protesto reuniu cerca de 200 pessoas, um número muito inferior ao indicado pelo Movimento de Utentes pela Saúde, organizador da vigília, que falava numa adesão superior a 2.000 pessoas.  

      

Entretanto, em Braga, o ministro da Saúde acusou alguns jornais e forças politico-partidárias de deturparem a realidade dos factos.  

     

Em declarações à Lusa, Correia de Campos acusou "dois matutinos e algumas forças partidárias", que não especificou, de actuarem sem qualquer tipo de ética:"Saíram hoje (sábado) títulos inaceitáveis em jornais", lamentou, dizendo que todos os profissionais ou políticos "têm de ter uma ética". 

     

Também o primeiro-ministro, José Sócrates, condenou o que considerou ser "a politiquice, demagogia e maledicência" associada à morte do bebé de dois meses, criticando a associação desta "lamentável morte" com a reforma das urgências.