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Repórteres Sem Fronteiras divulga principais "predadores" de jornalistas

Organização Repórteres sem Fronteiras assinala deste modo o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala hoje, por iniciativa da UNESCO.

A organização Repórteres Sem Fronteiras identificou hoje 40 políticos internacionais, funcionários de vários governos, milícias e organizações criminosas que classifica como "predadores" da liberdade de imprensa por atacarem diretamente os jornalistas.

O documento da Repórter Sem Fronteiras assinala assim o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, uma data instituída pela UNESCO e que se comemora hoje.

Entradas, saídas e nomes repetidos

Entre os 40 predadores da Liberdade de Imprensa apresentados na lista estão o primeiro ministro russo, Vladimir Putin, o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, o líder líbio Muammar Gaddafi, o presidente do Irão, Mohamad Ahmadinejad, a organização separatista basca ETA e o presidente cubano, Raul Castro.

Segundo a organização, muitos destes nomes já estavam na lista do ano passado tais como os grupos de traficantes de droga, os grupos paramilitares da América Latina como as FARC.

Entretanto, acrescenta a organização, vários outros predadores foram este ano descartados da lista, como é caso do chefe dos serviços secretos da Somália, Mohamed Warsame Darwish, apontado como o responsável por detenções arbitrárias de vários jornalistas mas que foi demitido em dezembro de 2008.

Segundo a RSF, a situação no Iraque está a melhorar lentamente e a violência afeta mais a população em geral do que os jornalistas em particular. Por isso, a Repórteres Sem Fronteiras tem retirado da lista de predadores muitos dos grupos islâmicos ligados a esse país e referenciados em anos anteriores.

Os piores exemplos: Filipinas e Médio Oriente

No entanto, no Golfo Pérsico, o presidente Iémen, Ali Abdulah Saleh, foi adicionado à lista, uma vez que as autoridades deste país têm vindo a tornar-se cada vez mais repressivas, tendo mesmo criado um tribunal especial para delitos de imprensa.

Nas Filipinas, as milícias privadas estão no topo da lista, depois de terem sido massacradas cerca de 50 pessoas, incluindo 30 jornalistas, na província de Maguindanao a 23 de novembro de 2009.

O líder taliban Mullah Omar, cuja influência se estende ao Paquistão e ao Afeganistão, foi integrado na lista ao ter promovido 40 ataques em 2009 contra jornalistas.

Desde o inicio de 2010, segundo a organização, pelo menos nove jornalistas morreram em serviço em todo o mundo e outros 168 foram presos.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.