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Recomendações da Protecção Civil

Na iminência de uma tempestade tropical nos Açores e devido à possibilidade de ocorrência de ventos muito fortes com rajadas que poderão atingir os 130km/h,  o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) faz algumas recomendações:

– Sempre que possível, adie as viagens para as zonas afectadas por este tipo de situação meteorológica. Se não o puder evitar, modere a velocidade do veículo;

– Não suba a andaimes, telhados e zonas altas que possam provocar o risco de queda;

– Afaste-se das estruturas metálicas e antenas;

– Feche portas e janelas e retire os objectos soltos que se encontrem nas varandas e peitoris das janelas;

– Tenha em atenção às estruturas montadas (andaimes, toldos, tendas, gruas), que podem ser afectadas por rajadas de ventos mais fortes, bem como à possível queda de árvores;

– Não circule por zonas com habitações degradadas, devido ao risco de derrocadas;

– Nas zonas costeiras, atendendo à intensidade do vento, o risco de ondulação é maior, pelo que evite circular nessas áreas (falésias, escarpas, vias marginais, passeios marítimos, praias);

– Nas zonas de risco de erosão costeira, tome atenção à eventual afectação de edifícios (habitações, estabelecimentos comerciais, apoios de praia, etc.), localizados junto à costa ou próximos de dunas.

– Em caso de relâmpagos (os raios, ou seja as descargas eléctricas, podem ser muito perigosos), o SNBPC aponta uma medida de autoprotecção muito eficaz: a regra dos 30 segundos para determinar o grau de ameaça dos relâmpagos. Esta regra é simples e consiste em contar os segundos entre a visão do relâmpago e a audição do seu som (trovão). Caso este valor seja menor que 30 segundos procure abrigo imediatamente e siga os passos abaixo indicados: isto significa que a trovoada encontra-se perto o suficiente para atingir o local onde se encontra.

Durante a trovoada

– Mantenha-se em casa e afastado das janelas – feche as cortinas e persianas para evitar o arremesso de estilhaços;

– Desligue a televisão, computador e outros aparelhos eléctricos – pode, no entanto, manter a luz ligada uma vez que isso não aumenta a probabilidade da sua casa ser atingida por um relâmpago;

– Evite tomar banho ou deixar água a correr para qualquer outro propósito;
Se se encontra na rua longe de edifícios, desloque-se para dentro de um carro, não descapotável, e evite o contacto com o metal;

– Evite o uso de telefones, a não ser em caso de emergência;
Nunca se abrigue debaixo de objectos vulneráveis tal como uma árvore alta, numa área isolada;

– Não permaneça no topo de uma colina, em campo aberto, ou na praia;

– Afaste-se da água: não pesque e não ande em barcos pequenos;

– Afaste-se dos objectos de metal e retire qualquer peça de metal que traga consigo – os metais são grandes condutores de electricidade;

– Afaste-se de tractores ou de outro equipamento metálico tais como motas ou bicicletas;

– Afaste-se de redes e tubos metálicos, de linhas ferroviárias ou de qualquer outro curso metálico que possa conduzir a descarga eléctrica desde uma distância considerável;

– Evite abrigar-se em cabanas isoladas ou em qualquer outra pequena estrutura em campo aberto;

– Se se encontra numa área florestal procure abrigo numa zona de baixa altitude debaixo de um conjunto denso de arbustos;

– Se se encontra em campo aberto, procure abrigo numa área de baixa altitude tal como uma ravina ou um vale – nunca se deite sobre campo aberto;

– Nunca permaneça debaixo de uma árvore alta e isolada. A maior parte das vítimas das trovoadas são atingidas quando procuram abrigo debaixo de uma árvore. Verifique que não se encontra à maior altitude na área envolvente. Desça até ao ponto mais baixo possível e afaste-se de objectos altos e vulneráveis. Se o raio atinge qualquer um desses objectos pode apanhar o choque da descarga eléctrica através do solo.

Primeiros Socorros

– Se uma pessoa é atingida por um relâmpago não significa que transporte qualquer carga eléctrica e, como tal, pode ser tocada. Terá sofrido um violento choque eléctrico e apresentará algumas queimaduras;

– Muitas vítimas aparentemente “mortas” por descargas eléctricas podem ser reanimadas se a acção de socorro for rápida. Quando um grupo  de pessoas é atingido devem-se socorrer primeiro aquelas que, apesar de inconscientes, ainda respiram, pois estas provavelmente sobreviverão;

– A acção de socorro àqueles que não respiram deve ser feita até 4-6 minutos após o choque de modo a prevenir danos irreversíveis no cérebro. Deve ser administrada respiração boca-a-boca uma vez em cada 5 segundos nos adultos e em cada 3 segundos nas crianças:
Se a vítima não respira e não tem pulso deve ser-lhe administrada a Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP). Esta manobra resulta de uma combinação entre a respiração boca-a-boca e compressões cardíacas externas e deve ser feita, se possível, por pessoas qualificadas para o efeito;

– Verifique se a vítima tem queimaduras nas suas extremidades e à volta de zonas do corpo em contacto com metal.