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Atualidade / Arquivo

"Quis prestar serviços a mais"

Paulo Torrão, engenheiro da federação acusado de falsificação de documentos demitiu-se. O presidente Gilberto Madail considera a atitude "nobre".

Quando foi constituído arguido no processo Apito Dourado, Paulo Torrão pediu demissão do cargo que ocupava na Federação Portuguesa de Futebol. Gilberto Madaíl segurou-o. "Disse-lhe para aguardar, para ver no que o processo dava". O engenheiro informático responsável pelo programa que ordenava a classificação dos árbitros foi acusado pelo Ministério Público de 100 crimes de falsificação de documentos. E pediu demissão. "É uma atitude nobre. Ninguém o obrigou a nada", elogia o presidente da federação. "Eu acredito na inocência dele. Quis prestar serviços a mais e não percebeu determinadas coisas".

De acordo com a acusação do MP, Paulo Torrão falsificava as classificações dos árbitros de acordo com as instruções do então presidente do Conselho de Arbitragem, Pinto de Sousa. Segundo um comunicado oficial da federação, já não há funcionários do organismo acusados no processo Apito Dourado: Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem, não foi acusado de qualquer crime. Francisco Costa, antigo elemento do conselho, está sem pelouro e é alvo de um processo disciplinar.

Carlos Teixeira quer ser investigado

Entretanto, uma notícia da Agência Lusa diz que Carlos Teixeira, procurador no processo Apito Dourado, pediu ontem à procuradoria que investiga as informações de um dossiê anónimo que o acusa de favorecimento ao Benfica na investigação do processo.