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Quirguistão: 30 mortos em confrontos étnicos no sul

Kurmambek Bakiev, presidente quirguize derrubado por um levantamento popular em Abril passado nega estar na origem do derramamento de sangue.

Cerca de trinta uzbeques foram hoje mortos por grupos de quirguizes que atacaram uma aldeia no sul do Quirguistão, anunciou hoje um militar na capital do país.

Talaaibek Myrzabayev, chefe militar de Bishkek, revelou que as mortes se verificaram na aldeia de Suzak na região de Djalal-Abad.

Outra aldeia uzbeque, Dostuk, foi queimada por assaltantes quirguizes, mas ainda não há um balanço das vítimas.

Kurmambek Bakiev, presidente quirguize derrubado por um levantamento popular em Abril passado, anunciou nada ter a ver com os confrontos entre etnias no sul do país e acusa o atual governo de impotência.

"Hoje, a República do Quirguistão está em riscos de perder a independência. As pessoas morrem e nenhum dos atuais dirigentes está em condições de as defender", lê-se numa declaração de Bakiev, que se encontra refugiado na Bielorrússia.

Decretado estado de emergência

"Em vez de mobilizar atempadamente todos os recursos necessários para localizar o conflito, os representantes do governo provisório dão entrevistas e realizam conferências de imprensa para comprometerem a mim e aos meus parentes, acusando-nos de envolvimento nas desordens no sul. Declaro com toda a responsabilidade que isso é uma mentira descarada", acrescenta.

Bakiev apela a "fazer todos os esforços para pôr fim ao derramamento de sangue". As autoridades quirguizes decretaram o estado de emergência e o recolher obrigatório na cidade e região de Jalal-Abad, onde continuam confrontos entre quirguizes e uzbeques. Testemunhas citadas pelas agências afirmam que continuam as pilhagens de casas e lojas. Segundo dados do Ministério da Saúde do Quirguistão, os confrontos entre etnias, que começaram na passada quinta feira na cidade de Och, provocaram pelo menos 86 mortos e mais de mil e cem feridos. Na véspera, as autoridades quirguizes pediram ajuda militar à Rússia, mas o Kremlin respondeu que, por enquanto, não existem condições para isso.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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