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Atualidade / Arquivo

Quatro mil inquéritos anuais sobre corrupção

Apesar dos crimes económicos e financeiros em Portugal, estamos entre os menos corruptos no ranking mundial sobre a corrupção.

De acordo com um estudo divulgado na passada semana pela organização não-governamental Tranparency International (TI), Portugal aparece na 26ª posição, entre os 163 países que constam da lista de percepção da corrupção no mundo. No fim da tabela estão o Haiti, Birmânia e Iraque.

Dados do Ministério Público apontam para a abertura de mais de 8 mil inquéritos relativos a fraudes, corrupção, crimes fiscais, branqueamento de capitais e infracções de tecnologia, entre Janeiro de 2005 e Outubro deste ano, noticia hoje o jornal "Diário Económico" (DE).

Estes números revelam uma média de 13 novos inquéritos por dia. A maioria incide sobre casos de corrupção (42,3 por cento), que estão a ser investigados pela Polícia Judiciária e dizem respeito a suspeitas que recaem sobre órgãos e dirigentes de autarquias.

Ainda de acordo com o DE, podia ler-se num relatório de segurança interna de 2005 que a "criminalidade económica e financeira se consolidou em Portugal".

Portugal surge a meio da tabela dos 25 membros da UE. Tem um índice de corrupção superior ao do Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Áustria, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Alemanha, França, Irlanda e Estónia, e inferior ao de Malta, República Checa, Itália, Eslovénia, Chipre, Lituânia, Hungria, Eslováquia, Letónia, Polónia e Grécia.

Nova Zelândia, Finlândia e Islândia partilham o pódio dos três territórios menos corruptos do mundo.

Quanto aos países de língua portuguesa, Angola é o pior colocado, no 142º lugar, seguido de Timor-Leste, que ocupa a 111ª posição. Já Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe não fazem parte do mesmo estudo.