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Quantas faces tem a Lura?

Não gosta de comparações mas deixa como aviso que se sente uma «menininha» ao lado de Cesária Évora.

Lura nasceu Maria de Lurdes, em Lisboa, onde cresceu ao lado de quatro irmãos, a ouvir as histórias e as «mornas» de uma família com raízes em Cabo Verde. A voz só lhe desperta aos 17 anos, que até lá Lura pensava em vir a ser bailarina. «A minha voz não era feminina. Até me diziam ‘Ai, tens uma voz tão forte. Fala baixo!». Debutou no palco do Festival de Santa Maria do Sal, onde voltou este ano. É por isso que o considera mágico. «Actuar em Cabo Verde é especial porque eu na minha música falo sobre o País. Falo sobre os cabo-verdianos, o dia-a-dia, a história… o público sabe exactamente o que eu estou a dizer, falamos a mesma língua».

«M’ Bem di Fora» é o disco que agora está a gravar em estúdio, uma expressão que se usa na Praia, «que fala das pessoas que vêm do interior, como o meu pai. E eu sinto-me bem quando estou lá fora, no interior de Cabo Verde». Mas Lura está por todo o lado e é hoje um nome reconhecido mundialmente.

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