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Putin debaixo da mira de suicidas

A dois dias de uma visita oficial ao Irão o presidente russo foi informado que poderia ser alvo de um atentado.

Pedro Chaveca

Vladimir Putin foi hoje informado de uma possível tentativa de assassinato, que teria lugar durante a sua visita oficial ao Irão, na próxima terça-feira.

A agência noticiosa Interfax citou fontes ligadas aos serviços secretos russos, que terão feito referência a um grupo de bombistas suicidas, cuja missão era o assassinato de Vladimir Putin.

Teerão não altera protocolo

"Não podemos comentar essa informação mas podemos confirmar que o Presidente foi informado", assegurou uma porta-voz do Kremlin, que preferiu manter o anonimato. A mesma fonte confirmou ainda "que foram criados vários grupos de kamikazes" para levar a cabo um atentado contra o chefe de Estado russo.

Acusações que Teerão já considerou "totalmente infundadas" e como parte de uma guerra psicológica para "minar as relações entre a Rússia e o Irão".

Segundo Mohammed Ali Hosseini, porta-voz do ministro iraniano dos negócios estrangeiros, este incidente não irá alterar "o programa já decidido para receber o Presidente russo".

Um regresso com 64 anos de intervalo

Vladimir Putin que chegará a Teerão vindo da Alemanha onde se encontra em visita de Estado, é o primeiro líder russo a visitar o país a seguir a Estaline, que esteve no Irão em 1943 ao abrigo de uma cimeira das forças aliadas durante a Segunda Grande Guerra.

Desde que foi eleito Presidente que os serviços secretos russos já neutralizaram pelo menos duas tentativas de assassinar Putin, sempre no estrangeiro. A primeira foi em Agosto de 2000 numa viagem à vizinha Ucrânia e a segunda teve lugar um ano depois na cidade de Baku, no Azerbeijão.

Segundo o avançado na altura pelas autoridades russas, ambas as tentativas estiveram ligadas a extremistas tchetchenes.

Amigos, amigos...

Embora a Rússia seja um dos poucos países fora do Médio Oriente a manter relações cordiais com Teerão esta ameaça foi levada a sério.

"Infelizmente existem muitas organizações extremistas que encaram a Rússia como um inimigo e querem ajustar contas com o Presidente Putin", sublinhou Gennady Gudkov, um membro da equipa de segurança do Kremlin.

"E há de certeza organizações deste tipo em Teerão, que recentemente se tornou num bastião das organizações radicais islâmicas", concluiu.