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Publicações generalistas contrariam crise

Contrariando a tendência de quebra nas vendas, 2006 foi um bom ano para vários jornais e revistas generalistas. ‘Courrier Internacional’, ‘Diário de Notícias’ e ‘Expresso’ são três bons exemplos.

Vários jornais e revistas generalistas estão a conseguir contrariar a tendência de quebra que se tem vindo a registar nos últimos anos em Portugal. ‘Courrier Internacional’, ‘Diário de Notícias’, ‘Expresso’, ‘Jornal de Notícias’ e ‘Sábado’ foram algumas das publicações que venderam mais em 2006 do que em 2005, de acordo com os dados divulgados hoje pela APCT–Associação Portuguesa de Controlo das Tiragens e Circulação.

Com efeito, o ‘Expresso’ teve um aumento de 3,3% na circulação paga, se tivermos em conta a passagem de 126.196 jornais vendidos em média, em 2005, para os 130.370 do ano passado. Também com aumentos nas vendas, o ‘Diário de Notícias’ cresceu 2,9% em 2006 (uma média de 36.558 exemplares), assim como o outro diário generalista do grupo Controlinveste, o ‘Jornal de Notícias’, que registou um ligeiro aumento de 0,2%, situando-se nos 95.460 exemplares.

O ‘Courrier Internacional’, do grupo Impresa e a revista ‘Sábado’, da Cofina Media, foram os campeões neste segmento com aumento de vendas mais significativos: O ‘Courrier Internacional’ cresceu 19,6% e a ‘Sábado' 16,3%, fechando o ano de 2006 com uma média de 8.452 e 56.540 exemplares vendidos, respectivamente.

Já o ‘Público’ assistiu a uma quebra de 9,8%, com menos 4.807 exemplares vendidos em média, tal como a «newsmagazine» ‘Visão’ que vendeu menos 4.681 exemplares, em média, que em 2005. O ‘Correio da Manh㒠teve uma ligeira descida de 1,6% (111.942 exemplares) e o diário ‘24Horas’ foi o que mais sofreu registando uma quebra de 15%, passando de 48.795 jornais vendidos em 2005, para 41.462 no ano passado.

As principais publicações diárias de economia, ‘Diário Económico’ e ‘Jornal de Negócios’ também conseguiram estabilizar as vendas, ou registar ligeiros aumentos face ao ano anterior.

Resultados menos bons tiveram as revistas femininas e masculinas: à excepção das publicações ‘Ana’ (mais 4,3%), a ‘Máxima’ (mais 8,3%) e a ‘GQ’ (11,1%) a quebra foi generalizada nas cerca de 15 publicações destes segmentos.