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"PSD não quer ser fator de instabilidade no país"

Passos Coelho diz que "o PSD não quer, neste momento, ser um fator de instabilidade no país, recusando "contribuir com comentários a propósito de crises políticas ou a propósito de novos governos".

O presidente dos sociais democratas afirmou hoje que "o PSD não quer, neste momento, ser um fator de instabilidade no país, recusando "contribuir com comentários a propósito de crises políticas ou a propósito de novos governos".     Pedro Passos Coelho falou aos jornalistas no final da reunião do Conselho Nacional do PSD, num hotel de Lisboa, questionado sobre a hipótese de ser formado um Governo de coligação com a participação dos maiores partidos, sem a realização de eleições.     Na resposta, Passos Coelho referiu que atualmente "o Orçamento que o Governo, à sua responsabilidade, apresentou está a ser discutido no Parlamento, com a garantia, oferecida pelo PSD, de que, com a sua abstenção, esse Orçamento será aprovado no Parlamento".     "Não faz sentido que, ainda estando nós a meio desse processo, já existam vozes, no seio do próprio Governo, que estejam a falar de outros governos", considerou.  

Passos Coelho contra a instabilidade 

"Eu não quero, portanto, acrescentar nenhum comentário nem nenhuma palavra que traga mais instabilidade àquela que existe. O PSD não quer, neste momento, ser um fator de instabilidade no país", sublinhou.     Segundo Passos Coelho, "nesta altura, a última coisa de que o país precisa é que o presidente do PSD contribua com comentários a propósito de crises políticas ou a propósito de novos governos".     O presidente do PSD lembrou que "ainda há muito pouco tempo se criou na sociedade portuguesa uma pressão enorme para que, em nome do interesse nacional, se tranquilizasse o país criando condições para a viabilização do Orçamento".      Passos Coelho assinalou que, nesse contexto, "o PSD negociou com o Governo um quadro de viabilização desse Orçamento, em particular, porque esse Orçamento era indispensável para a pressão externa diminuísse e para que não se tornasse inevitável o recurso a outras instituições e a outras instâncias para garantir o financiamento à nossa economia".  

Governo só com eleições? 

Os jornalistas insistiram para que reafirmasse a posição de princípio que afirmou anteriormente de que não aceita integrar um Governo sem a realização eleições.     "Quero dizer que espero que este Orçamento do Estado seja discutido na especialidade e votado em votação final global de modo a permitir ao Governo executá-lo em 2011. É isto que eu quero dizer", replicou Passos Coelho.     Questionado sobre as declarações prestadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, na segunda feira sobre o eventual recurso por parte de Portugal a apoio financeiro externo, o presidente do PSD observou: "Acho que tem todo o significado não as querer comentar".      Em julho, quando o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, propôs uma coligação governamental entre o seu partido, o PS e o PSD, chefiado por outro primeiro ministro que não José Sócrates, Passos Coelho recusou integrar um Governo "a não ser que haja novas eleições".