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PSD alerta que TGV pode não servir para nada

Em defesa da suspensão do projeto de TGV por três anos, PSD diz que a maior parte da linha Lisboa-Madrid em Espanha "ainda está em fase de estudos".

O PSD defende que se o Governo avançar com o TGV poderá chegar a 2014 com uma linha "sem continuidade" em Espanha, e acusa PCP e BE de "servirem de muleta" ao Executivo. 

Na apresentação feita hoje do projeto de resolução para suspender o TGV por três anos, o deputado do PSD Jorge Costa referiu que a maior parte da extensão da linha Lisboa-Madrid, em território espanhol, "ainda está em fase de estudos".

"Portugal poderá assim, algures em 2014, encontrar-se perante a insólita situação de ter construído uma linha preparada para a alta velocidade entre Poceirão-Caia sem qualquer ligação direta a Lisboa, sem continuidade em território espanhol". 

O deputado destacou o "forte impacto anual no Orçamento do Estado, devido às rendas a pagar ao concessionário", concluindo que "não servirá rigorosamente para nada" e aumentará o endividamento do país numa altura de "crise económica e financeira do país".  

"Meio projeto ligando `nenhures' a lado nenhum"

"Mais absurdo", considerou, "é constatar que o BE e PCP que tanta antipatia têm mostrado pelas Parcerias Público-Privadas venham agora servir de muleta ao Governo, na prossecução do projeto da Alta Velocidade, que não é mais do que uma super-parceria público-privada, para realizar meio projeto ligando `nenhures' a lado nenhum", disse. 

Do lado do CDS-PP, Paulo Portas criticou a oportunidade da obra, frisando que em breve os portugueses vão ver os seus impostos aumentados. Paulo Portas alertou que em causa está não só a construção do TGV mas de "todas as obras que vêm atrás", frisando que "tornará inevitável" a construção da terceira ponte sobre o Tejo "porque senão não chega a Lisboa" e torna também inevitável "o novo aeroporto".  

A bancada do CDS-PP criticou igualmente o PCP e o BE, que apresentaram projetos a favor do investimento público e a modernização do transporte ferroviário, lembrando a posição da bancada bloquista contra as "parcerias público privadas". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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