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PS não comenta participação de Manuel Alegre

O PS recusou comentar "por enquanto" a participação de Manuel Alegre num comício com o Bloco de Esquerda bem como as declarações do deputado socialista em que considerou José Miguel Júdice "advogado do Governo".

"Por enquanto não temos nenhuma declaração a fazer", disse à Lusa Vitalino Canas, porta-voz socialista, sobre a participação de Manuel Alegre, como orador, num comício que na terça-feira vai juntar dirigentes do Bloco de Esquerda, renovadores comunistas e socialistas "históricos" contra as desigualdades, injustiças sociais e a corrupção em Portugal.

Questionado sobre se este comício é contra o Governo, o deputado socialista Manuel Alegre disse quarta-feira à noite que "não é nada contra o Governo" mas que cada um "interprete como quiser".

O histórico do PS justificou a sua participação no comício afirmando que "a esquerda tem andado desencontrada" e que "é preciso somar a esquerda à esquerda".

O porta-voz do PS Vitalino Canas não quis também comentar as declarações de Manuel Alegre sobre o artigo do também histórico do PS Mário Soares sobre a pobreza, publicado terça-feira no 'Diário de Notícias'.

Manuel Alegre disse concordar com os alertas lançados por Mário Soares, considerando ser "extraordinário" que José Miguel Júdice tenha respondido ao artigo como "advogado do Governo". "Algo está errado quando é José Miguel Júdice a fazer de advogado do Governo", disse Manuel Alegre.

Confrontado com estas declarações, o porta-voz do PS disse não querer comentar, adiantando contudo que as declarações não correspondem à verdade. "Não corresponde à verdade porque várias pessoas do PS comentaram o artigo e até o apoiaram", referiu Vitalino Canas.

No artigo de opinião divulgado terça-feira no 'Diário de Notícias', Mário Soares sugere ao PS e aos seus responsáveis que façam uma "reflexão profunda" sobre a pobreza, as desigualdades sociais, o descontentamento das classes médias e as questões prioritárias como a saúde, educação, o desemprego, a previdência social e o trabalho.

"Essas são questões verdadeiramente prioritárias sobre as quais importa actuar com políticas eficazes, urgentes e bem compreensíveis para as populações", refere.