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PS mantém confiança política em Ricardo Rodrigues

Francisco Assis diz que Ricardo Rodrigues "é uma pessoa de grande lealdade, capacidade política e rigor".

O presidente do grupo parlamentar do PS, Francisco Assis, afirmou hoje que mantém "em absoluto" a confiança política no seu vice Ricardo Rodrigues, que, durante uma entrevista, se apropriou de dois gravadores de jornalistas da revista Sábado.

A Sábado publicou hoje imagens no seu site em que o dirigente da bancada socialista Ricardo Rodrigues começa por manifestar repúdio face às perguntas dos jornalistas e depois levanta-se da cadeira a meio da entrevista, metendo no seu bolso os dois gravadores dos jornalistas.

Confrontado com este caso,Francisco Assis disse "manter em absoluto" a confiança política no vice-presidente do grupo parlamentar, considerando que Ricardo Rodrigues "é uma pessoa de grande lealdade, capacidade política e rigor".

"É um dos melhores deputados"

"Ricardo Rodrigues é um dos melhores deputados da Assembleia da República, tem servido de forma exemplar o nosso projeto político e tive já a oportunidade de lhe exprimir a minha solidariedade", disse Assis.

Interrogado sobre se considera aceitável a atitude de Ricardo Rodrigues de se apropriar dos gravadores dos jornalistas, Francisco Assis considerou que se tratou de "um gesto de quem estava profundamente indignado com a forma como a entrevista estava a ser conduzida".

"É um gesto que qualquer um de nós poderia ter num momento de reação a quente e dominado por um sentimento de profunda indignação pelo tipo de interrogatório a que estava sujeito. Entendo que ninguém pode ser avaliado por uma reação quente num determinado momento", reforçou Francisco Assis.

Assis destaca conduta exemplar

Para o líder da bancada socialista, Ricardo Rodrigues "tem tido uma conduta exemplar na direção do grupo parlamentar do PS, quer antes desta legislatura, quer agora".

Questionado sobre o facto de Ricardo Rodrigues se ter recusado, mesmo depois da entrevista, a devolver os gravadores aos jornalistas, o líder parlamentar do PS recusou-se a fazer comentários "sobre o que se passou exatamente, porque se tratou de uma reação motivada por uma grande indignação".

"De facto, há momentos em que se tem reações de grande indignação em determinadas situações. Eu compreendo essa reação dele, conheço-o, sei quem ele é e sei que é um homem correto, de princípios e com um grande sentido de solidariedade", acrescentou.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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