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PS decide posição sobre Alegre domingo

A Comissão Nacional do PS deverá decidir amanhã a posição do partido em relação às eleições presidenciais de 2011. A reunião culmina uma sucessão de encontros de Sócrates com os presidentes das federações do PS.

A Comissão Nacional do PS deverá decidir domingo a posição do partido em relação às eleições presidenciais do próximo ano, a partir de uma proposta que será feita pelo secretário geral socialista, José Sócrates.  

A reunião culmina uma sucessão de encontros de Sócrates com os presidentes das federações do PS, com os presidentes de câmara socialistas e com o Grupo Parlamentar do partido, onde um eventual apoio à candidatura de Manuel Alegre foi o assunto principal. 

Manuel Alegre anunciou a 15 de janeiro - e formalizou depois no início de maio - a sua disponibilidade para se candidatar à Presidência da República, afirmando que Portugal "vive uma hora difícil" e que "é preciso acreditar e agir". 

"Candidatura supra partidária, mas não neutra"

No momento em que entrou formalmente na corrida a Belém, Manuel Alegre definiu a sua candidatura como "supra partidária, mas não neutra", alicerçada na "convicção" de que o país necessita do seu contributo. 

"Há quem pergunte por que motivo me recandidato. Faço-o pela convicção de que Portugal precisa. Mas faço-o sobretudo a pensar nas gerações mais novas, frequentemente acusadas de desinteresse pela política", afirmou Manuel Alegre. 

O eventual apoio do PS à candidatura de Manuel Alegre tem motivado diferentes opiniões no seio do PS - questionado sobre o seu apoio à candidatura do histórico do PS, o ex Presidente da República Mário Soares declarou: "Se for o Manuel Alegre, veremos, mas acho que não, que eu também tenho uma coisa muito importante, que é a minha consciência". 

Independente em 2006

Militante socialista desde 1974, Manuel Alegre concorreu como independente às eleições presidenciais de 2006, nas quais obteve 20,72 por cento dos votos, suplantando Mário Soares, o candidato oficial do PS (que se ficou pelos 14,34 por cento). 

O Bloco de Esquerda anunciou já o apoio à candidatura "supra-partidária" de Alegre, considerando que este trará "um projecto mobilizador de esperança e de convergência" - um apoio gerador incómodo em alguns setores do PS.

Reconhecendo a existência de diferentes posições sobre um eventual apoio a Manuel Alegre, o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, manifestou-se convicto que "no momento em que a decisão for tomada estará todo o PS com o candidato presidencial que for apoiado pelo partido". 

Confrontado com o cenário de José Sócrates propor domingo, durante a reunião da Comissão Nacional do PS, o nome de Manuel Alegre como candidato presidencial, mas essa proposta acabar por ser rejeitada, Francisco Assis disse "não haver qualquer risco de uma proposta do secretário geral do PS provocar rejeição".