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Protesto de trabalhadores da Portugália

Trabalhadores da Portugália realizaram esta manhã uma acção de protesto no aeroporto da Portela contra o despedimento colectivo de 118 funcionários, na sequência da compra da companhia pela TAP.

Uma marcha lenta de automóveis no aeroporto de Lisboa seguida da concentração dos trabalhadores à porta do edifício da TAP e da entrega de uma carta à administração da companhia aérea eram as acções de protesto, marcadas para esta manhã, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA). Em causa está o despedimento colectivo de 118 funcionários da Portugália, que se tornaram excedentários após a companhia ter sido adquirida pela TAP.

Este protesto surge depois da empresa e do sindicato não terem chegado a acordo durante o processo de conciliação. Numa primeira fase, a comissão de trabalhadores propôs o pagamento de 2,25 salários por cada 14 meses de trabalho na empresa, uma proposta que desceu para os 2 salários numa segunda fase.

Posteriormente, o SITAVA apresentou uma proposta de 1,75 salários, mas a TAP recusou sempre as propostas, não deixando espaço para negociações.

"Os trabalhadores da Portugália não desistem de lutar pela defesa dos seus postos de trabalho, porque sabem que podem ser integrados nas várias empresas subsidiárias do grupo TAP, que tem vindo a contratar trabalhadores do exterior, enquanto dos trabalhadores da Portugália enfrentam a imposição de um despedimento colectivo injustificável", lê-se num comunicado da comissão de trabalhadores da Portugália.

No comunicado, os funcionários da Portugália acusam a administração da TAP de assumir "uma atitude discriminatória", afirmando que a companhia aérea fez "ofertas muito superiores aos trabalhadores estrangeiros da Portugália", citando como exemplo os "dois meses em França e 45 dias em Espanha, que correspondem a 2,25 [salários] em Portugal, contra 1,25 oferecidos aos trabalhadores portugueses".

Na quinta-feira, a comissão de trabalhadores da Portugália anunciou que vai impugnar o despedimento colectivo dos 118 funcionários.

A TAP comprou a PGA por 144 milhões de euros, uma operação autorizada pela Autoridade da Concorrência (AdC) a 05 de Junho, após sete meses de análise do processo.