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Procuradoria vai investigar autores do dossiê anónimo

Magistrado do Ministério Público já foi nomeado para conduzir o caso. Procurador-geral reforça confiança em Maria José Morgado e Carlos Teixeira

A Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu esta tarde uma nota de imprensa, na qual adianta que será aberta uma investigação ao conteúdo do dossiê anónimo sobre o processo Apito Dourado, revelado anteontem pelo Expresso. No mesmo comunicado, a PGR deixa um aviso: "Quaisquer manobras que venham a ser detectadas e que tenha por único fim descredibilizar o MP, a PJ ou as equipas constituídas não produzirão certamente os efeitos pretendidos e serão alvo de investigação para apurar os seus verdadeiros autores".

Afirmando que a autenticidade do documento (cujas folhas têm o timbre da Polícia Judiciária) "não está minimamente comprovada", o Procurador-geral já nomeou uma magistrado para o caso. Sobre o documento, a Procuradoria confirma a sua recepção, considerando que o mesmo levanta "suspeições e faz insinuações e acusações".

"Apesar de nenhuns elementos probatórios terem sido indicados e da esmagadora maioria dos factos já constituírem objecto de processo, a PGR ordenou de imediato um inquérito", diz a nota de imprensa. O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, faz ainda questão de reforçar a confirança nos procuradores que investigaram o o caso: Carlos Teixeira, em Gondomar, e Maria José Morgado: "Existe absoluta e total confiança nos magistrados do MP intervenientes no processo Apito Dourado", refere ainda a nota de imprensa.

Em causa está um documento, com 26 folhas, que foi distribuído por várias instituições. Com o tinbre da Directoria Nacional da PJ, os autores, que se intitulam ex-inspectores da PJ, descrevem alegadas irregularidades na investigação do processo Apito Dourado, concluindo que as investigações foram direccionadas para Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, deixando de foram Luís Filipe Vieira, líder do SL Benfica.