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Procuradoria investiga dossiê anónimo sobre Apito Dourado

Um dossiê anónimo enumera diversas situações em que o Benfica e o Alverca terão sido beneficiados e que a investigação terá ignorado.

Luís Filipe Vieira e Carolina Salgado, e os magistrados Maria José Morgado e Carlos Teixeira (que iniciou o processo Apito Dourado em Gondomar), assim como elementos da Polícia Judiciária que estiveram ligados à investigação são os principais alvos de mais um dossiê anónimo que poderá ser o suporte para o "caso Apito Encarnado" a que o presidente do FC Porto se referiu em recente entrevista à SIC.

Segundo o documento, os seus autores serão inspectores da Polícia Judiciária apenas preocupados com “a descoberta da verdade”, que “nada têm contra o Benfica”, mas apenas enumeram situações em que os aparentes beneficiados foram o clube da Luz ou o Alverca, este ao tempo em que era dirigido pelo actual presidente do Benfica. O documento terá já sido enviado a diversas entidades, entre as quais a Procuradoria-geral da República, o DIAP do Porto, o presidente da Liga de Clubes, o Conselho Superior de Disciplina da FPF, a produtora Utopia (que está a realizar o filme sobre Carolina Salgado) e o próprio FC Porto, segundo apurámos. Em declarações ao Expresso, Rui Cerqueira, director de Comunicação do clube, confirma a recepção do dossiê, adiantando que o mesmo "está neste momento a ser analisado pelo Departamento Jurídico do clube".

A procuradora Maria José Morgado recusou fazer qualquer comentário sobre o documento. Fonte oficial da Procuradoria-geral da República confirmou a recepção do dossiê e referiu que “vai ser analisado”. O DIAP do Porto também já recebeu o dossiê. O Expresso ainda não conseguiu os restantes destinatários.

Impresso em papel com o timbre da Directoria Nacional da Polícia Judiciária, o texto refere situações que os autores consideram indiciadoras de favorecimento dos dois referidos clubes, mas não fornecem as provas que dizem ter. No que diz respeito aos magistrados e polícias, os alegados inspectores consideram que conduziram a investigação no sentido de prejudicar o FC Porto e ignorar os indícios contra o Benfica.